Will - III Conto de Terror


Em outro mundo onde a luz não alcançava, existia uma grande civilização onde os três mundos podiam se conectar e viver em paz, até certo ponto. Nesse mundo existia um grande império governado pela família Ariel, essa família era milenar, acreditava-se que eles foram os primeiros a povoarem esse mundo, e nessa família existia um garoto chamado Will que iria completar seu décimo quinto ano de vida, seus pais estavam orgulhosos dele faltava apenas oito dias para sua consagração final, mas como em todo mundo a inveja sempre está por perto. E um antigo sacerdote das trevas ainda vivia no porão da mansão onde a família Ariel vivia.

Um dia apenas para a grande cerimonia de consagração. ”Que alegria!” Todos pensavam.

E então chegou o momento, lá vinha Will vestido com as roupas reais todos gritavam:

”-Ei espere, o que é aquilo no rosto do Will? Que marca é essa?”, “Não é o Will!” gritaram assustados, por Nêmesis exclamaram, era um boneco.

“-Mas onde está o Will?” Todos se perguntaram.

Foi então que um lindo corvo sujo de sangue chega pedindo silencio, todos se calam e olham para o corvo que vem logo dando seu informativo:

 ‘’-O grande sacerdote negro que aqui reside, mandou o verdadeiro Will para uma terrível e maldita viagem em seus pensamentos, todos riram e o corvo queimou em purpuras. E então todos ficaram calmos ao pensar que Will não tinha pensamentos negativos, afinal ele era um dos membros da família Ariel.

E então? Onde estava Will? O que se passava na cabeça dele? Ele estava em uma trilha sombria e suja onde ele seguiu em frente para entrar em um sombrio castelo logo a sua frente chegando lá entrou sem nem mesmo bater na porta.

 “-Para que isso? Sou um sangue puro, logo governarei o mundo!” Pensou ele entrando no castelo viu que era apenas um simples castelo sombrio por fora, mais que guardava algo, ainda mais sombrio por dentro, algo como uma fabrica de brinquedos abandonados.

“-São apenas brinquedos, que tolo aquele que se assusta com isso não?”. Ai você se engana os brinquedos riam de modo insano, e por seus olhos rios de sangue escorriam.
“- Como isso...”. Pensou ele e então, uma grande luz branca apareceu entre o grande vazio que separava a inocente criança dos brinquedos, e assim todos os brinquedos param de rir e falar sem parar a seguinte frase:

 ‘’-O grande mestre da ilusão o que faz aqui?‘’.

E então a luz vai sumindo aos poucos e uma monstruosa criatura aparece.

”-Mas o que é isso? Que tipo de ser é você?”, o garoto se pergunta sem parar. 

Nada poderia descreve o medo que ele sentia naquele momento ao ver um à criatura com cinco metros de altura, pernas de bode, tórax humano, mas ainda com pelos de bode, braços de leão asas de pomba e cabeça de coelho.

“Mas oque diabos é você? O que pensa que esta fazendo no meu mundo seu demônio?”, gritou Will de modo aterrorizante à criatura riu e começou a falar:

 “-Eu sou o grande Deus da ilusão, tenho vários nomes, mas no momento poderá me chamar de Latan. E onde você pensa que está para falar assim comigo?”. Perguntou Latan ao pobre e inofensivo garoto que respondeu com lágrimas que estava em seu mundo e que poderia fazer o que quisesse lá, Latan riu sem parar com um som ensurdecedor e demoníaco.

 “-Você esta na sua mente seu tolo aqui quem manda sou eu”. Continuou rindo sem parar o pobre garoto não parava de chorar e os brinquedos ainda fazendo mesma aquela pergunta. “O que irá acontecer a ele?”.

“- Você cria uma ilusão contra para aparentar ser bom, não só você, mas todos os membros da família Ariel e desse seu mundo pobre, eu sou aquele que julga essas suas atitudes e dou sua sentença final, pessoas não devem ser enganadas, apenas a verdade deve ser dita, mesmo que a hipocrisia de seus semelhantes seja de nível superior à sala da verdade, eu estou presente na mente de cada um de vocês esperando o momento em que vocês dormem, para que assim possa andar livremente sobre suas mentes.”. Disse a criatura.

E então um grande espelho negro surgiu das lagrimas de sangue dos brinquedos e a criatura ordenou:

 “-Olhe!”.  E assim aparecem todos do mundo dele rindo e comentando que Will é um bom garoto e tem pensamentos doces e amáveis e riam do sacerdote sombrio.

 “- Viu? Você criou uma ilusão do que você realmente é você sabe Will que tudo o que esta vendo nesse exato momento é seu pensamento ou se preferir seu mundo particular, onde só você entra.” Disse o Latan. O garoto não parava de chorar, chorava sem parar até que ele disse:

“- Espere, esse é meu mundo particular, não é?” Pergunta Will, Latan responde com calma e com uma voz firme:

 “-Sim esse é seu mundo particular ou seus pensamentos.” O garoto começa a rir de modo incontrolável os brinquedos param de fazer a pergunta, ele levanta e diz desafiando Latan:

 “- Então eu tenho total poder sobre esse mundo!” E com seus pensamentos tudo some, sobrando apenas uma imensidão branca o garoto e Latan.

“- O que?”

 “- Você limpou seus pensamentos.” Disse Latan com uma expressão de supressa, mas logo em segunda começa a rir, Will pergunta o que tinha de tão engraçado naquilo? Aquele era o mundo dele ele tinha como desejo a destruição de Latan, e então ele responde:

“-Sua criança ingênua, eu sou você, o verdadeiro você, não pode me destruir, pois sou real, diferente da ilusão que você criou para enganar os outros.” Explicando que em todos os humanos habitava mais de um ser, que poderia ser bom ou ruim.

“-E esse será seu fim, sua fraca e fria ilusão!” Falou Latan que fez tudo voltar para a realidade na fabrica de brinquedos no salão do castelo sombrio, onde os brinquedos se movimentaram em direção a Will a suposta ilusão que foi morta de forma brutal e sangrenta por todos aqueles brinquedos Latan voltou para sua forma real à forma de Will, e o mundo começou a se alto destruir.

“- Espere, espere outro corvo de sangue esta vindo, só que este é maior e esta trazendo alguma coisa em suas garras!”. Gritou um camponês que esperava para assistir a consagração de Will, o corvo pediu silencio novamente e então deixo cair o que estava trazendo era à cabeça do sacerdote das trevas.

“-Mais um belo motivo para rirem, não acham? Ele esta morto, vamos rir da desgraça dele, ele era diferente de nós!” Pensou todos os que ali estavam presente riram novamente, o corvo por sua vez não queima como o mensageiro passado e sim sai voando sem rumo certo.

O boneco que tinha sido invado pelo sacerdote se alto destrói causando uma pequena explosão, liberando uma grande e forte fumaça que não permitia a visualização de nada todos estava às cegas naquele momento, todos em uma grande escuridão, depois de um tempo a fumaça sumiu e então estava ele, no altar com a coroa do antigo rei na cabeça um grande sorriso em seu rosto e uma bela espada banhada a ouro que pingava sangue como se minasse dela mesma, todos se ajoelham perante o rei do novo mundo e falam em uma única voz:

“- Vida longa ao rei Will, vida longa ao rei Will!”. Esperem, eles não tinham visto que o antigo rei e a rainha estavam mortos, Will os matou, matou seus próprios pais, como um garoto bondoso gentil fez isso? Por que ele fez isso? Ele liberou o monstro que estava dentro dele, selado em silencio, escondido atrás de uma mascara de bondade e gentileza, o mundo começou a se alto destruir pouco a pouco, as pessoas que ali estavam presente foram mortas sem pena ou piedade.


E Will o verdadeiro Will ficou só, novamente como no inicio, só ele o primordial, o que deu origem a todos os outros, de mente limpa por não existir mais ilusões, e podendo ser o que ele realmente era sem medo do que iram achar dele, pois não existia mais ninguém, só ele e seu mundo de pensamentos.