Em outro
mundo onde a luz não alcançava, existia uma grande civilização onde os três
mundos podiam se conectar e viver em paz, até certo ponto. Nesse mundo existia
um grande império governado pela família Ariel, essa família era milenar,
acreditava-se que eles foram os primeiros a povoarem esse mundo, e nessa
família existia um garoto chamado Will que iria completar seu décimo quinto ano
de vida, seus pais estavam orgulhosos dele faltava apenas oito dias para sua
consagração final, mas como em todo mundo a inveja sempre está por perto. E um
antigo sacerdote das trevas ainda vivia no porão da mansão onde a família Ariel
vivia.
Um
dia apenas para a grande cerimonia de consagração. ”Que alegria!” Todos
pensavam.
E
então chegou o momento, lá vinha Will vestido com as roupas reais todos
gritavam:
”-Ei
espere, o que é aquilo no rosto do Will? Que marca é essa?”, “Não é o Will!”
gritaram assustados, por Nêmesis exclamaram, era um boneco.
“-Mas
onde está o Will?” Todos se perguntaram.
Foi
então que um lindo corvo sujo de sangue chega pedindo silencio, todos se calam
e olham para o corvo que vem logo dando seu informativo:
‘’-O grande sacerdote negro que aqui reside,
mandou o verdadeiro Will para uma terrível e maldita viagem em seus
pensamentos, todos riram e o corvo queimou em purpuras. E então todos ficaram
calmos ao pensar que Will não tinha pensamentos negativos, afinal ele era um
dos membros da família Ariel.
E
então? Onde estava Will? O que se passava na cabeça dele? Ele estava em uma
trilha sombria e suja onde ele seguiu em frente para entrar em um sombrio
castelo logo a sua frente chegando lá entrou sem nem mesmo bater na porta.
“-Para que isso? Sou um sangue puro, logo
governarei o mundo!” Pensou ele entrando no castelo viu que era apenas um
simples castelo sombrio por fora, mais que guardava algo, ainda mais sombrio
por dentro, algo como uma fabrica de brinquedos abandonados.
“-São
apenas brinquedos, que tolo aquele que se assusta com isso não?”. Ai você se
engana os brinquedos riam de modo insano, e por seus olhos rios de sangue
escorriam.
“- Como
isso...”. Pensou ele e então, uma grande luz branca apareceu entre o grande
vazio que separava a inocente criança dos brinquedos, e assim todos os
brinquedos param de rir e falar sem parar a seguinte frase:
‘’-O grande mestre da ilusão o que faz aqui?‘’.
E
então a luz vai sumindo aos poucos e uma monstruosa criatura aparece.
”-Mas
o que é isso? Que tipo de ser é você?”, o garoto se pergunta sem parar.
Nada
poderia descreve o medo que ele sentia naquele momento ao ver um à criatura
com cinco metros de altura, pernas de bode, tórax humano, mas ainda com pelos
de bode, braços de leão asas de pomba e cabeça de coelho.
“Mas
oque diabos é você? O que pensa que esta fazendo no meu mundo seu demônio?”, gritou
Will de modo aterrorizante à criatura riu e começou a falar:
“-Eu sou o grande Deus da ilusão, tenho vários
nomes, mas no momento poderá me chamar de Latan. E onde você pensa que está
para falar assim comigo?”. Perguntou Latan ao pobre e inofensivo garoto que
respondeu com lágrimas que estava em seu mundo e que poderia fazer o que
quisesse lá, Latan riu sem parar com um som ensurdecedor e demoníaco.
“-Você esta na sua mente seu tolo aqui quem
manda sou eu”. Continuou rindo sem parar o pobre garoto não parava de chorar e
os brinquedos ainda fazendo mesma aquela pergunta. “O que irá acontecer a ele?”.
“- Você
cria uma ilusão contra para aparentar ser bom, não só você, mas todos os
membros da família Ariel e desse seu mundo pobre, eu sou aquele que julga essas
suas atitudes e dou sua sentença final, pessoas não devem ser enganadas, apenas
a verdade deve ser dita, mesmo que a hipocrisia de seus semelhantes seja de
nível superior à sala da verdade, eu estou presente na mente de cada um de
vocês esperando o momento em que vocês dormem, para que assim possa andar livremente
sobre suas mentes.”. Disse a criatura.
E
então um grande espelho negro surgiu das lagrimas de sangue dos brinquedos e a
criatura ordenou:
“-Olhe!”. E assim aparecem todos do mundo dele rindo e
comentando que Will é um bom garoto e tem pensamentos doces e amáveis e riam do
sacerdote sombrio.
“- Viu? Você criou uma ilusão do que você
realmente é você sabe Will que tudo o que esta vendo nesse exato momento é seu
pensamento ou se preferir seu mundo particular, onde só você entra.” Disse o
Latan. O garoto não parava de chorar, chorava sem parar até que ele disse:
“- Espere,
esse é meu mundo particular, não é?” Pergunta Will, Latan responde com calma e
com uma voz firme:
“-Sim esse é seu mundo particular ou seus
pensamentos.” O garoto começa a rir de modo incontrolável os brinquedos param
de fazer a pergunta, ele levanta e diz desafiando Latan:
“- Então eu tenho total poder sobre esse mundo!”
E com seus pensamentos tudo some, sobrando apenas uma imensidão branca o garoto
e Latan.
“- O que?”
“- Você limpou seus pensamentos.” Disse Latan
com uma expressão de supressa, mas logo em segunda começa a rir, Will pergunta
o que tinha de tão engraçado naquilo? Aquele era o mundo dele ele tinha como
desejo a destruição de Latan, e então ele responde:
“-Sua
criança ingênua, eu sou você, o verdadeiro você, não pode me destruir, pois sou
real, diferente da ilusão que você criou para enganar os outros.” Explicando
que em todos os humanos habitava mais de um ser, que poderia ser bom ou ruim.
“-E
esse será seu fim, sua fraca e fria ilusão!” Falou Latan que fez tudo voltar
para a realidade na fabrica de brinquedos no salão do castelo sombrio, onde os
brinquedos se movimentaram em direção a Will a suposta ilusão que foi morta de
forma brutal e sangrenta por todos aqueles brinquedos Latan voltou para sua
forma real à forma de Will, e o mundo começou a se alto destruir.
“- Espere,
espere outro corvo de sangue esta vindo, só que este é maior e esta trazendo
alguma coisa em suas garras!”. Gritou um camponês que esperava para assistir a
consagração de Will, o corvo pediu silencio novamente e então deixo cair o que
estava trazendo era à cabeça do sacerdote das trevas.
“-Mais
um belo motivo para rirem, não acham? Ele esta morto, vamos rir da desgraça
dele, ele era diferente de nós!” Pensou todos os que ali estavam presente riram
novamente, o corvo por sua vez não queima como o mensageiro passado e sim sai
voando sem rumo certo.
O
boneco que tinha sido invado pelo sacerdote se alto destrói causando uma
pequena explosão, liberando uma grande e forte fumaça que não permitia a
visualização de nada todos estava às cegas naquele momento, todos em uma grande
escuridão, depois de um tempo a fumaça sumiu e então estava ele, no altar com a
coroa do antigo rei na cabeça um grande sorriso em seu rosto e uma bela espada
banhada a ouro que pingava sangue como se minasse dela mesma, todos se ajoelham
perante o rei do novo mundo e falam em uma única voz:
“- Vida
longa ao rei Will, vida longa ao rei Will!”. Esperem, eles não tinham visto que
o antigo rei e a rainha estavam mortos, Will os matou, matou seus próprios
pais, como um garoto bondoso gentil fez isso? Por que ele fez isso? Ele liberou
o monstro que estava dentro dele, selado em silencio, escondido atrás de uma
mascara de bondade e gentileza, o mundo começou a se alto destruir pouco a
pouco, as pessoas que ali estavam presente foram mortas sem pena ou piedade.
E
Will o verdadeiro Will ficou só, novamente como no inicio, só ele o primordial,
o que deu origem a todos os outros, de mente limpa por não existir mais
ilusões, e podendo ser o que ele realmente era sem medo do que iram achar dele,
pois não existia mais ninguém, só ele e seu mundo de pensamentos.
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