Eu corri para a floresta a minha frente, a noite estava apenas começando, mas eu precisava sair daquele castelo e ir para muito longe, onde ele não conseguisse me encontrar, então eu corri até me faltar o fôlego, mas não sabia que direção tomar, para todos os lados que eu olhava eu via uma imensa vegetação, parei para descansar um pouco me encostando a uma árvore sentei-me no chão e coloquei a cabeça entre meus joelhos.
Não
muito distante ouço alguns arbustos se mexerem e o som de passos vindo em minha
direção.
“É ele”. Penso.
Levanto-me
depressa e corro novamente, para o mais longe que eu posso, não consigo
distinguir novos sons, respiro aceleradamente enquanto sento-me de novo.
E
em minha mente todos os momentos que eu vivi com ele passam como flashes. As
noites em que ele me amou de maneira tão doce e erótica e das recentes noites
em que não voltava para casa, porque provavelmente estava com aquela vagabunda
que não parava de dar em cima dele, a sua mãe também foi um dos motivos da
minha fuga, ela não me aceitava de nenhuma maneira, dizia que seu filho poderia
ter casado com uma pessoa melhor, mas nada disso impediu que eu começasse a amá-lo
e o filho que eu carregava em meu ventre era fruto desse imenso amor que eu
tinha por ele.
Mas
tudo tem um limite e o meu havia chegado ao fim, ela me disse coisas terríveis,
o convívio ficou insuportável e eu sai daquele castelo, não é fácil ser casada
com o príncipe quando se é uma plebeia.
Retomei
minha caminhada para fora da floresta, à noite caída depressa e já quase não
dava para ver o céu e não muito distante eu conseguiria chegar à cidade e ir
para casa de minha mãe. A única vez que ele viu minha mãe foi no dia do nosso
casamento, o dia mais lindo da minha vida. Ele me olhava com uma intensidade
que fazia com que o mundo inteiro não existisse, nossa noite de núpcias foi
linda, fizemos amor várias vezes, todas elas com delicadeza e amor, ele
pegou-me no colo e levou-me até a cama sem perdermos o contato visual tirou o
smoking devagar e virou-me de costas para ele suas mãos foram para os botões do
meu vestido enquanto sua boca beijava meu pescoço, a cada botão aberto era um
beijo que se tornava mais profundo, acariciando meu corpo com suas mãos hábeis,
deitou-me na cama e me amou como se fosse o ultimo dia de nossas vidas.
Depois
de alguns minutos, saindo do meu delírio e já descansada continuei minha
caminhada, ele não poderia me achar naquela imensa propriedade ainda, mas por
causa da floresta.
***
Continua...
Por: Chayanne Amorim
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