No banco de espera




A fome te assola
Nada te consola
A espera te desaponta
O mundo te amedronta
Sonhos vividos
Sonhos sonhados
Amores passados
Novos amores
Novos eternos
Medos recentes
Medos conscientes

Um caso de amor e fogo


Nós dois estávamos passeando por aquela rua de sempre, perto do meu colégio, o qual eu estou prestes a me despedir e no antigo colégio do meu namorado o que o causara certo incômodo.

A rua continha alguns restaurantes, alguns deles os mais caros da cidade, estava escuro, apenas lâmpadas incandescentes iluminavam o local, olhei-o de soslaio, estava preocupada, ele estava macambuzio, diferente, calado, o olhar distante. Não sabia decifrar.

Foi então que começamos a ver chamas um pouco mais a frente, ao aproximarmos descobrirmos serem árvores sendo queimadas, fiquei revoltada, não era nem mesmo época de queimadas, tive vontade de ir lá, mas o homem que estava destruindo parecia aparentemente tranquilo, meu namorado que estava ao meu lado, não demonstrou emoção, o que definitivamente me surpreendeu, principalmente pelo fato de ser um profissional do meio ambiente, encarei-o sua expressão gélida, sem sequer uma emoção, nem mesmo seus olhos o delataram, assustei-me, soltei a sua mão revoltada, entrei no restaurante e as pessoas pareciam completamente tranquilas, como se nada estivesse acontecendo, gritei:

- Vocês estão cegos? Não veem que estão destruindo o que há de melhor no mundo?

Mas ninguém sequer olhou para mim, foi então que senti alguém me agarrar, e me puxar para fora do restaurante era o meu namorado, sua testa estava franzida, parecia preocupado, acho que comigo, mas não tenho tanta certeza, ele me abraçou, e eu chorei ainda mais. Olhei ao redor, não era apenas uma árvore, aquele era um desmatamento completo!

A cada esquina havia uma sendo queimada, o homem que destruía a árvore a minha frente encarou-me, e eu não desviei o olhar, queria mostrar o quanto estava decepcionada, talvez isso despertasse alguma humanidade naquele ser. 

Meu namorado apertou minha mão e me obrigou a continuar andando, quando eu parei subitamente e disse:

- O que iremos fazer?

- Nada. Ele respondeu baixo, evitando o meu olhar.

- Olhe para mim. Eu disse.

- Não posso. Ele respondeu.

- Sim, você pode, apenas olhe. Insisti.

Ele obedeceu e me olhou, seus olhos verdes estavam marejados em lágrimas, ele sentia, agora eu sabia, ele sentia a mesma dor que eu, fiquei feliz ao mesmo tempo que meu coração despedaçava-se por vê-lo daquela maneira.

Essa foi a sua vez de olhar o estrago, sua expressão variava de dor à raiva e repulsa, fechou o pulso, ele sentia ódio, as labaredas se alastravam com facilidade na madeira rica, quando ele parou e disse:

- Jéssica?!

- Sim?

- Você está vendo?

- Sim, o fogo está se alastrando muito rápido. 
Disse sem entender muito bem.

- Não, não isso. Há uma infração! Disse quase rindo.

- Como assim? Falei confusa.

- Veja, aquela árvore está próxima ao fio, e logo que o fogo chegar ao topo dela, isso causará um incêndio.

- Causará um incêndio! Precisamos fazer alguma coisa! Exclamei nervosa.

Ele ficou parado em pânico, sua face trazia a frase: ”- O que vamos fazer?”.

- Á-gua. Eu disse gaga.

- Chamaremos os bombeiros? Sugeriu ele.

- Eles irão demorar a chegar. Respondi.

- A casa da minha tia é próxima, vamos...
Anunciou e me puxou, rapidamente voltamos com tudo o que precisávamos, baldes, água e um carro emprestado.

- Eu vou à frente checar se eles já foram embora.

- Tudo bem eu espero aqui, vou olhar o carro.

Ele virou, e eu fiquei olhando as costas dele desaparecerem na escuridão. Eu estava com medo, era tarde da noite e aquela árvore poderia custar à vida de muitas pessoas, enquanto mergulhava em pensamentos, um rosto apareceu na escuridão. De primeiro achei que fosse meu namorado, mas não era.

O rapaz ia passando direto por mim, quando de repente parou, e disse:

- Foi você quem entrou no restaurante e estava me encarando, não foi? Ele parecia nervoso, reconheci, o destruidor, ele sorriu, senti um arrepio passar pela minha espinha, aquilo não era bom.

- Não. Disse involuntariamente.

- Era você mesmo! Gritou ele avançando para cima de mim, e tirando uma faca de dentro da calça.

Eu ia morrer. Não, eu não podia morrer. Não ainda. Ele avançou mais, tentei correr, mas tropecei em uma pedra e cai, gritei desesperadamente:

- Socorrooooooooooooo... - Caaaaarloooosssss... - Socorroooooorrrrroooooooo...

Então da escuridão veio à luz, do barulho a calmaria, da morte surgiu à vida. Era ele, meu amor, meu namorado. Ele puxou o homem de cima de mim, e o outro tentou esfaqueá-lo, e acertou seu ombro, quando meu namorado, empurrou-o, tirou um revolver do bolso ágil e atirou no coração do outro que caiu em seguida morto.

Ele jogou a arma no chão, correu até mim e me abraçou. Os bombeiros chegaram, apagaram todo fogo, não houve incêndio. Achei ter visto alguém com um manto preto, observando-nos a distancia, devia estar realmente cansada, precisava ir para casa.

Depois daquele dia, Carlos foi ao tribunal para ser julgado, o caso encerrou-se considerado homicídio por legitima defesa. Ele ficou conhecido como herói, se não fosse por ele, a cidade estaria em chamas, e eu estaria morta.

Mas nada disso aconteceu, graças a ele.

Uma semana depois...

Nós havíamos combinado de sair àquela noite, estava pronta, a sua espera, ansiosa, nervosa. Ele disse que tinha algo para me dizer, não tinha ideia do que era talvez fosse dizer que me amava, ele não era muito de falar sobre sentimentos, namorávamos há três anos e o máximo que ele me disse foi: - Eu gosto de você.

Sentei em frente de casa e esperei. Passou-se uma hora. Atrasado.  Mas homens são assim mesmo. Duas, três, três e meia. Ele não viria mais. Desisti.

***

Um rapaz tocou a campainha e gritou:

- Correio!

Fui buscá-lo, era um pacote retangular, o endereço era da casa dos pais de Carlos, abriu-o, era um livro, A abadia de Northanger de Jane Austen, o último para completar minha coleção, havia um pedido de desculpas dos seus pais, dizendo que não conseguiram mandar o pacote antes por causa da greve. Comecei a lê-lo e voltei a chorar, quando um pequeno pedaço de papel caiu de dentro do livro, estava escrito:

Eu amo você minha querida. Eu sei que não costumo falar de sentimentos, mas hoje é uma data especial. Hoje faz três anos que minha vida mudou. Quero que saiba que antes de você aparecer, nada fazia sentido, eram apenas linhas tortas, fragmentos, sem razão de ser.

Eu amo você, eu amo você, eu amo você. Quero repetir isso eternamente, até o meu último suspiro.

Nosso amor é como o fogo que se alastra, incendeia, ora quente, ora terno.

 Amor. Apenas amor.

Uma vez você me disse que queria ficar comigo para sempre e eu disse: - Mas sempre é muito tempo, não acha? E você respondeu: - Às vezes sim, às vezes não. Aquela foi a coisa mais linda que eu já ouvi.

O tempo é curto, mas lembranças são eternas.

Eu voltei à vida, quando você apareceu.

 Agora, apenas uma pergunta simples, ou não. - Você quer casar comigo?

P.s.: Já estou chegando e espero ouvir um sim.

Mas ele nunca chegou, ele havia sumido desaparecido para sempre, aparentemente aquele pacote era para ter sido entregue no dia que fiquei esperando na frente de casa. Mas isso obviamente não aconteceu.

Hoje tenho sessenta anos e posso jurar que aquele dia foi ontem, posso ver as labaredas de fogo dançarem, os seus olhos verdes marejados de lágrimas, o medo, a desumanidade e aquele manto preto na escuridão que ignorei.

  


A conselheira amorosa


"-Ninguém vai notar você nesse mundo se achar que não vale a pena ser notado." 

Felicidade e independência uma questão de inexistência


Todas as pessoas que conheço, inclusive eu mesma, esperam que alguém faça algo por eles, ajude-os, tome sua dor, essas pessoas são extremamente frustradas com a sua vida, isso porque ninguém faz nada por eles e nem irá fazer.

Há alguns meses eu deixei de ser assim, e tenho aos poucos conquistado minha independência, passei a fazer mais por mim, a estudar, trabalhar e formular uma meta em busca de um objetivo. Mas a verdade é que você nunca conseguirá ser totalmente independente, sempre irá esperar alguma coisa de alguém, seja um parabéns, um carinho, um presente ou mesmo um cartão de natal.

Preste bem atenção à felicidade é um jogo de Marketing, ela não existe, todo o tempo vemos propagandas ilusórias de como ser feliz  do tipo : “Melhore sua casa, compre um carro, ou um celular novo”...  São infinitas formas extenues e ofensivas, na qual o ser humano é colocado em uma posição em que é incapaz de ser feliz simplesmente por ser.

Pratique: Sou feliz. Parece mentira, não é? Isso porque você espera mais de si e de sua vida. 

Agora preste atenção, feche os olhos e pense no que você tanto quer, quais são os seus objetivos?

Pensou? Agora suponha que você já tenha realizado todos esses desejos. O que fará agora?

Isso mesmo! Você irá pensar em mais coisas que ainda não tem e deseja para si.

Não me levem a mal leitores, não sou contra a ambição ou a evolução, apenas acredito que seja uma questão de inteligência  usufruir do que se tem, e não simplesmente ir atrás de novas conquistas como forma de aplacar a sua própria solidão, mascarando sua vida pacata e vazia.

Conclusão:

Felicidade e independência é uma questão de inexistência, você nunca será totalmente feliz, e totalmente independente.

E ai do que depende a sua felicidade? ;)

Beijos e até mais Broken Angels.

By: Jéeh

Playlist ^^ - (Vários estilos)


Boa noite queridos leitores, e ai como vocês estão? Aproveitando as férias? O que estão achando das mudanças do blog?
Me contem tudo ^^ Estava com saudades!
Aqui vão algumas músicas que tenho ouvido muito ultimamente... 
Espero que gostem ;)
Lucy Hale - You sound good to Me 


 Jessie J - Sexy Silk 


The Pretty Reckless - My medicine 


Omnia - Fee Ra Huri 


The red violin - Anna's Theme 


Beijos, e até mais Broken Angels!
By: Jéeh

Sua falta...


Minhas  mãos tatearam a cama em busca do seu corpo.
Meu nariz tentava inalar seu cheiro no travesseiro.
Meus olhos pouco a pouco se abriram, senti falta do seu olhar, do seu sorriso lindo.

Você partiu.
Sem o seu amor, meu mundo congelou.


Dias de febre na cabeça


“-Ali o escuro era ainda maior, mais intenso, quase um muro, uma fortaleza, uma prisão. Eu estava preso, condenado para sempre. Senti vontade de chorar e gritar tudo ao mesmo tempo. Eu ia morrer...”

(Extraído do livro “Dias de febre na cabeça" de Nivaldo Tenório)

Rótulos


"Pessoas tentam nos dizer quem devemos ser, mas cabe a nós decidir se o rótulo se aplica. Depois de tudo o que eu fiz pra lutar contra isso, eu finalmente entendi que rótulo eu deveria ter. Eu nunca seria normal ou ordinário. Meu destino era ser extraordinário. Este foi o rótulo que eu aceitei, e agora é minha responsabilidade fazer por merecê-lo."

(Kyle XY)

Peculiar



Aos 30



Romeu e Julieta


"Amor beligerante, ódio amoroso, tudo e qualquer coisa, nascidos do nada! Uma pesada leveza, uma grave vaidade, um caos deformado de formas aparentemente tão bonitas! Pluma de chumbo, fumaça brilhante, fogo gelado, saúde doentia! Um dormir sempre insone, que não é nada daquilo que é! - Esse amor sinto eu, que não sinto nenhum amor em retorno."

(Extraído do livro "Romeu e Julieta" - Shakespeare)

Inconfissões


Pergunto aqui se sou louca
Quem, quem saberá dizer
Pergunto mais, se sou sã
E ainda mais, se sou eu

Que uso o viés pra amar
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida

Pergunta aqui meus senhores
Quem é a loura donzela
Que se chama Ana Cristina

É que se diz ser alguém
É um fenômeno mor
Ou é um lapso sutil?

(Ana Cristina Cesar)

Eu sei viver sem você


Você pode ver meu sorriso?
Eu sei viver sem você.

Todas aquelas lembranças se foram...
Para nunca mais voltar!

Era só amor...
Era só o meu amor que prevalecia
Mas como você pode ver, eu superei.

Eu não estou mais fingindo, eu realmente me sinto bem

Eu sou uma nova pessoa, uma nova garota.

Uma mulher corajosa, capaz de dizer:

“Estou melhor sem você.”

Realidade.


Há dias de chuva e dias de sol.

Dias iluminados e obscuros. E há dias confusos.

Há sempre sonhos e destruição.

E há também pessoas invejosas e obstáculos que parecem insuperáveis.

Mas atenção ouça os tambores, as flautas, o som do folk.

Acorde, ninguém nunca fara nada por você, se quiser ver o sol de novo, se quiser viajar, realizar seus desejos, tem que fazer por si só.

O mundo não é um campo florido, o mundo é um espaço cheio de pessoas que esperam para te ver 
cair e algumas vezes até os mais próximos a você puxam o tapete.

Ninguém nunca lutará sua batalha, aprenda, onde quer que você esteja terá que fazer por você.

Promessas nunca são cumpridas, essa é a realidade doída. Vida.

Sonhos podem parecer distantes, mas são ainda mais para quem não tem força.

Para você tenho apenas uma palavra:

REMOVA.

Remova qualquer que seja o obstáculo do seu caminho, não peça conselhos, não conte a ninguém aja sozinho. Afinal ninguém fará nada por você.



O tango do meu não ser


Era como uma canção infinita...

Meus sonhos...

Meus tão dolorosos desejos...

Naquele tango eu me senti viva.

Apenas uma dança de uma noite e o meu coração havia sido arrebatado.

Era uma prisão, o amor era uma prisão... Seu amor, uma ilusão...

Algumas vezes eu te olhava de longe, observava-o sem que percebestes e naquele momento eu não sabia explicar porque estava ali, só sabia que estava.

Quando se ama, se entrega, este é o meu medo, a intensidade, o compartilhar, o medo de me machucar e de não mais me reconhecer, o de cansar-me, arrepender-me...

Aquele tango... Apenas uma noite...

Em apenas uma noite eu deixei de me ser...

Eu não posso mais reconhecer a mim mesma, pois tudo que eu vejo é você.



 (Jéssica Florentino)

Outro conto da nova Cinderela


"- Sabe o que é pior de se apaixonar por um cara que você sabe que não é para você? É se apaixonar achando que ele pode ser diferente."

Eu precisava...


Eu te senti próximo, mesmo depois de partir...

Senti seu cheiro, seus lábios, seus abraços, seus beijos.

Fui em busca de um pedaço, um vestígio de você...

Precisava aquela noite... Eu precisava...

Mas você já havia partido.

(Pág. 96)

Gato


Por:GpS

Infelicidade




"Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade."

(Albert Camus)