O que representa o amor...


"O amor é uma fumaça, gerada por um sopro de suspiro, atiçado ele é um fogo fascinante no olhar tormentado, um mar, enchente de lágrimas. E o que representa ainda? Sensato delírio, doce amargura e repugnante especiaria."
(William Shakespeare)

Ela precisava...


Sim.

Ela precisava de alguém que a amasse e cuidasse, mas principalmente precisava de si mesma, dos seus sonhos de volta, da sua vontade de viver, da sua capacidade de se apaixonar, da sua espiritualidade.

Ela precisava se olhar no espelho e ver novamente o rosto que apreciava, precisava praticar seus Hobbies e viajar, talvez conhecer novas pessoas, fazer novos amigos, ouvir novas músicas ou até quem sabe pintar seu cabelo.

Precisava dentro de aqueles sete anos renovar o seu corpo e alma para que outra pessoa pudesse tocá-la.

Precisava redescobrir seu valor e não se permitir ser enganada pelo seu emocional, manter a razão e analisar as pessoas.

Durante sua jornada em busca do seu EU verdadeiro ela precisaria ter cuidado com os velhos hábitos e com os fantasmas do passado que ameaçavam voltar a toda hora.

Ela precisava sentir o perfume das flores e sua sensibilidade, aquela sensibilidade mais que humana de sentir e enxergar as coisas de uma forma diferente e exercer aquele dom o qual fora abençoada de expressar-se através das palavras, precisava escrever com sua alma de novo, despejar sua opinião e turbilhão de emoções em páginas de papel.

Precisava olhar nos olhos das pessoas, reconhecer a bondade, retribuir a gentileza. E sorrir verdadeiramente.

Vencer.

Vencer pela pessoa que mais importava naquele momento: ELA MESMA.



Escolha


Nessas vagas ruas onde acho
Os sonhos varridos pelo tempo;
Atônita, a última árvore que repousastes.
Rodopia seu cheiro na velocidade do vento.
Pelas novidades andaram meus passos.
Debruçada no fim, olhou-me às quadras.
Seus olhos, um espelho, onde sumia meu rastro
E nas digitais, o tom, as máscaras.
Sentei no cais, esqueci o sobrado do alto.
Ancorou nos meus sonhos sereia da lua.
O que habitava nas mãos voou, ganhou o céu.
Se perdeu a casa que me acolheu na antiga rua.
Restou-me seus olhos que acende o coração,
As suas palavras silenciadas, a agrura.
Não ouso negar, é extensa, sem fim;
A rua da saudade cruza a rua da amargura.


Garanhuns, 18/ 06/2011. Final de outono


( Extraído do livro " Além do que Vemos" -  Rafael Maniçoba )

Verão em Woodstok


Lembrei-me do que meu pai me disse uma vez:

- Não se venda por dinheiro. Coloque sempre o amor na frente de tudo. E se não der certo se lembre de que existe Woodstok.

O lobo


Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse:

– Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.

Um é Mau – É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom – É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:

– Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:

– Aquele que você alimenta!

     

Virando a página


- Sobre o que disse de escrever ser insignificante...


“Num filme que escrevi há muitos anos atrás uma garota de 11 anos se encontra com um anjo no céu, e ela está compreensivelmente de luto, sentindo falta da família, amigos e de toda vida que nunca terá. Mas um anjo mais velho diz a ela que 11 anos é uma ótima idade para se estar no céu. Pois aos 11 anos tudo que você ama e odeia continua verdadeiro, enquanto a vida mortal é longa, e lutamos para não comprometer esses sentimentos. Acho que é um pouco do caso de escrever. São os nossos 11 anos dizendo: “Sim, isso é engraçado” ou “Não, que burrice.” Sara pode tomar um rumo Andrea, tomar outro. Mas é real. E verdadeiro. “ 

Eu não mereço nada menos que amor...


E é por isso que desisti
Parei de resistir.
Amor é amor e não cristal
Não tem conserto
Não quebra
Não remenda
Amor é amor!
Amor é todo dia
Amor é detalhe
Eu tentei
Juro que tentei esquecer essa coisa de “humanidade”
Sentimentalismo, "cafonismo", piegas..
Mas sem sensibilidade eu não sou eu
E não posso amar sem me ser
Finalmente compreendi
Que por me ser
E por ser eu assim tão sensível, vulnerável e humana.
Que não mereço nada menos que amor.

(Jéssica Florentino)


O amante de Lady Chatterley's



- Não parece um covarde.

- Há coisas que legitimamente temo.

- Está com medo agora?

- Sim.

- De mim?

- Do seu mundo.


- Não tenha. 

É cruel amar um Tenório


Ele chega com todo encanto faz você admira-lo e as coisas que ele faz.
Não é muito de flertar, racional, não gosta de fantasiar a não ser que se trate de suas próprias fantasias. 
Uma arrogância até certo ponto interessante. Sim... Os Tenórios são inteligentes, sagazes e sabem jogar.
Ah e não queira desafia-los ou perderá o jogo. (Falo isso com a experiência de quem tentou).

Seus olhos são o que mais chamam a atenção, sejam castanhos ou verdes, capturam enigmatizam e roubam a sua alma aos pouquinhos, com seu agradável sorriso apaixonam-te devagarzinho.

No entanto, apesar de todas as virtudes, é cruel amar um Tenório.

Os Tenórios não costumam fazer o tipo de que tomam decisões, são incertos, inseguros e inconstantes, meio loucos e insensíveis. Por não serem românticos, dificilmente se importam com seus sentimentos ou os fingem por um tempo em que julgarem necessário.
Por serem tão autoconfiantes dificilmente serão fieis a uma única mulher, por melhor que ela seja.

Os Tenórios chegam, encantam, apaixonam-te, te fazem ama-lo por inteiro, tomam seu tempo, seu dinheiro, sua beleza, tomam seu corpo e o que tiver para dar. Revertem o jogo, te dominam, te tornam dependente e te mostram a sua verdadeira face e sem nenhuma piedade quando você não serve mais vão embora, te tornam amiga por migalhas ou o cadastro dos seus momentos de exílio.

Ah... Porque até mesmo nossos cruéis Tenórios sofrem de solidão...



(Texto dedicado a um maldito Tenório que partiu meu coração.) 
By: Jéssica Florentino

Quão inexplicável é a complexidade de um ser?


Dentro de um ser
A água torna-se vinho
A gota logo evapora
E a madeira em sua mais alta rigidez sobe aos ares em cinzas...

Peço perdão aos olhares ofendidos
Paciência aos intolerantes
Contingencia aos impulsivos no falar

É pedir tanto?

Se tu me julgas tão confuso
Entra em mim e mergulhe neste oceano

No qual eu vejo apenas o desconhecido
E me dê clareza
E me dê a exatidão do que sinto, do que falo.

Torna-me fácil às relações
Torna-me maleável às discussões
Torna-me simples ao entender do outro
Torna-me social.

Razão de ser


Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(Paulo Leminski)

Minha vida sem mim


- Gosto que não pergunte nada sobre a minha vida.

- Não pergunto, porque aprendi a não perguntar. Se olhar para uma pessoa e prestar atenção pode ver cinquenta porcento de quem ela é, e querer saber os outros cinquenta porcento é o que estraga tudo.


Solidão...


[...]Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo [...]


(Clarice Lispector)

Não somos?



- Não somos nós mulheres que reprimimos as nossas vontades e passamos a vida culpando e julgando os homens por impulsivos e cafajestes, quando na verdade isso é apenas inveja da audácia, da maneira livre de viver deles? 




Pensamentos 

Como você é?


- Como você é? - Perguntei curiosa, enquanto tocava a sua mão. Ele deu de ombros, coçou a cabeça daquele jeito engraçado e respondeu enquanto sentava na cama: 

- Como eu sou? Bem... Sou como um cachorro, daqueles que ficam grandes e que se apaixonam muito fácil... Daqueles que são bobos, destrambelhados e confiam a vida a quem lhes der carinho. 
- Me fitando completou: 
- Mas que também darão a vida por quem amam. 

 Pensamentos

O casamento


"Vejo Órion e as Plêiades, e acho que sou inspirado pela constatação de que não estou apenas olhando as estrelas, mas também contemplando o passado. Constelações brilham com luz emitida há uma eternidade, e espero que me ocorra algo, palavras que poderiam ser usadas por um poeta para iluminar os mistérios da vida. Mas nada acontece." 

(Extraído do livro "O casamento" - Nicholas Sparks)

A verdade sobre o amor


- E o que você sabe sobre o amor? Questionei. Sem hesitar, ele respondeu ainda distante. 

- Que não se pode fugir daquilo que não se pode ver, assim como o vento que algumas vezes sentimos forte e outras nem sentimos, mas sabemos que está ali. Respondeu ele. 


(Pensamentos)

Segunda opção...


Loucas para casar


"- E a ilusão não faz parte do amor?"

P.s.: Nem tudo é o que parece. (rsrs)

Conselhos a uma amiga


Deus tem um plano pra sua vida

Então...
Não se desvie pela tentação

Vai dar tudo certo

Seja consciente.
Pense em si mesma ou então ninguém mais vai pensar,

Não esqueça os verdadeiros amigos,
E nem a sua família

Seja forte,
Seja determinada,
Seja humana,
Perdoe-se.
Controle seus medos,

E não esqueça o mais importante:
Viva!



P.S.: V.B. esforce-se, relaxe, respire, perdoe-se e viva!

(Jéssica Florentino)

Feche os olhos...


"As melhores coisas na vida não podem ser vistas. Por isso fechamos os olhos quando beijamos, quando choramos e quando sonhamos."


(Clarice Lispector)

Os anjos


Era sempre assim: nunca parava. Adesivos, filtros, chicletes de nicotina; parecia até que quebrar promessas fazia parte da sua estrutura. Seus planos, panos e corpo eram flácidos; nunca pararia nem de fumar nem de se perder pelos caminhos que escolhia, nem de se perder de si mesma.

(Extraído do livro "Os anjos" - Débora Ferraz)

Monte Carlo


"- A primeira vez que um cara gosta de mim de verdade, eu nem sou eu mesma."


As horas


“Alguém tem que morrer pra que os outros valorizem a vida. É um contraste.”

Não se mate...


Carlos, sossegue, o amor 
é isso que você está vendo: 
hoje beija, amanhã não beija, 
depois de amanhã é domingo 
e segunda-feira ninguém sabe 
o que será.

Inútil você resistir 
ou mesmo suicidar-se. 
Não se mate, oh não se mate, 
reserve-se todo para 
as bodas que ninguém sabe 
quando virão, 
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico, 
a noite passou em você, 
e os recalques se sublimando, 
lá dentro um barulho inefável, 
rezas, 
vitrolas, 
santos que se persignam, . 
anúncios do melhor sabão, 
barulho que ninguém sabe 
de quê, pra quê. 

Entretanto você caminha 
melancólico e vertical. 
Você é a palmeira, você é o grito 
que ninguém ouviu no teatro 
e as luzes todas se apagam. 
O amor no escuro, não, no claro, 
é sempre triste, meu filho, Carlos, 
mas não diga nada a ninguém, 
ninguém sabe nem saberá. 


(Carlos Drummond de Andrade)

Comer Rezar e Amar


"- Selecione seus pensamentos como seleciona suas roupas todos os dias.Cultive esse poder. 
Quer controlar sua vida? Comece pela sua mente. Se não dominar seu pensamento, sempre sofrerá.

- Eu estou tentando.
- Esse é o maldito problema. Pare de tentar. Entregue-se".

Tempo e Memória


"Quando o desamparo existe, qualquer sinal de vida é abrigo." 
Mirna rompeu o solilóquio de Betina e acrescentou ingredientes a sua reflexão: 

- Você anda assustada, parece uma menina com medo de se perder, de ser deixada no caminho, feito um livro esquecido. 

Betina se surpreendeu com as palavras de Mirna, se sentiu nua, nua. 


(Extraído do livro "Tempo e Memória" - Ivonete Batista Xavier)

A abadia de Nothanger


"Cair em desgraça aos olhos do mundo , assumir uma aparência de infâmia enquanto o coração é absoluta pureza e as ações são pura inocência, sendo que a má conduta de outra pessoa é a verdadeira causa do aviltamento: eis uma circunstância peculiarmente comum na vida de uma heroína; sua firmeza em meio à provação é o que particularmente dignifica seu caráter".

(Extraído do livro "A abadia de Northanger" - Jane Austen)

Qualquer coisa




Parado em frente ao manicômio 

Com a mente tão vazia 

Sem saber o incômodo que é 

Não ter uma ideologia 


Eu já vejo uma outra sombra 

Era seguido sem saber 

Com meus punhos, eu bato na parede 

Que me afasta de você


Mas a única coisa que me faz viver 

É o ódio que eu sinto por você 


Qualquer coisa serve pra viver 

Qualquer motivo que me faça entender 

A razão pelo ódio que vive em mim 

E parece, não haver um fim 


Sem saber pra onde ir 

E sequer, o que fazer 

Não sinto dor, calor ou frio 

Nem uma dose de prazer 


As lembranças não se apagam 

As feridas são visíveis 

Não há quem diga que eu não procurei 

As saídas possíveis.
 

(Álvaro Lucas)

Os contos proibidos do Marquês de Sade




- Como podemos saber quem é bom e quem é mau?

- Não podemos tudo o que podemos fazer é nos precaver contra nossa própria corrupção.  

Coco antes de Chanel



"-Sempre soube que não seria a mulher de ninguém... É que as vezes eu esqueço".

O leitor


“-Não tenho medo, não tenho medo, quanto mais eu sofro mais eu amo.”

Destroços...


Destroços na estrada

A dama de vermelho 

Já não acreditava em nada,

Permutava-se, se questionava, pensava em nada.



Destroços na estrada

Tudo começou numa madrugada

Muitas palavras

Poucas promessas

Prometia ser irreal, mas não era.



Destroços na estrada

Não era um conto de fadas

Não havia transgressão

Ou motivo vivo

Apenas negação, repetição.



Destroços na estrada

A coitada da dama

Sangrava

Sangrava sozinha

Havia sido esfaqueada!



Destroços na estrada

O vestido branco

Agora vermelho

Já não mais tinha graça...



“- A vida garota! Acorda!” 

[Gritou alguém de fora do poema...].

“- Olhe a vida ao redor, junte seus pedaços e grite!”



Destroços na estrada 

A dama se levantou...

Catou o que lhe restava

E nunca mais voltou.


(Jéssica Florentino)

O gato preto


"Quem se não surpreendeu já uma centena de vezes cometendo uma ação néscia ou vil, pela única razão de saber que não devia cometê-la? Não temos nós uma inclinação perpétua, pese ao melhor do nosso juízo, para violar aquilo que constitui a Lei, só porque sabemos que o é?"

(Extraído do conto "O gato preto" - Allan Poe)

A última flor




A décima segunda guerra mundial, como todos sabem, trouxe o colapso da civilização.

Vilas, aldeias e cidades desapareceram da terra. Todos os jardins e todas as florestas foram destruídas. E todas as obras de arte.

Homens, mulheres e crianças tomaram-se inferiores aos animais mais inferiores.

Desanimados e desiludidos, os cães abandonaram os donos decaídos.

Encorajados pela pesarosa condição dos antigos senhores do mundo, os coelhos caíram sobre eles.

Livros, pinturas e música desapareceram da terra e os seres humanos ficavam sem fazer nada, olhando no vazio. Anos e anos se passaram.

Os poucos sobreviventes militares tinham esquecido o que a última guerra havia decidido.

Os rapazes e as moças apenas se olhavam indiferentemente, pois o amor abandonara a terra.

Um dia uma jovem, que nunca tinha visto uma flor, encontrou por acaso a última que havia no mundo. Ela contou aos outros seres humanos que a última flor estava morrendo. O único que prestou atenção foi um rapaz que ela encontrou andando por ali. Juntos, os dois alimentaram a flor e ela começou a viver novamente...

Um dia uma abelha visitou a flor. E um colibri. E logo havia duas flores, e logo quatro, e logo uma porção de flores. Os jardins e as florestas cresceram novamente. A moça começou a se interessar pela própria aparência. O rapaz descobriu que era muito agradável passar a mão na moça. E o amor renasceu para o mundo.
Os seus filhos cresceram saudáveis e fortes e aprenderam a rir e brincar. Os cães retornaram do exílio. Colocando uma pedra em cima de outra pedra, o jovem descobriu como fazer um abrigo. E imediatamente todos começaram a construir abrigos. Vilas, aldeias e cidades surgiram em toda parte. E a canção voltou para o mundo. Surgiram trovadores e malabaristas alfaiates e sapateiros pintores e poetas escultores e ferreiros e soldados e soldados e soldados e soldados e soldados e tenentes e capitães e coronéis e generais e líderes!

Algumas pessoas tinham ido viver num lugar, outras em outro. Mas logo as que tinham ido viver na planície desejavam ter ido viver na montanha. E os que tinham escolhido a montanha preferiam a planície. Os líderes, sob a inspiração de Deus, puseram fogo ao descontentamento.

E assim o mundo estava novamente em guerra. Desta vez a destruição foi tão completa que absolutamente nada restou no mundo...

Exceto um homem.
Uma mulher.
E uma flor.


(Extraído da peça “O Homem do Princípio ao Fim” de Millôr Fernandes.)