Qualquer coisa




Parado em frente ao manicômio 

Com a mente tão vazia 

Sem saber o incômodo que é 

Não ter uma ideologia 


Eu já vejo uma outra sombra 

Era seguido sem saber 

Com meus punhos, eu bato na parede 

Que me afasta de você


Mas a única coisa que me faz viver 

É o ódio que eu sinto por você 


Qualquer coisa serve pra viver 

Qualquer motivo que me faça entender 

A razão pelo ódio que vive em mim 

E parece, não haver um fim 


Sem saber pra onde ir 

E sequer, o que fazer 

Não sinto dor, calor ou frio 

Nem uma dose de prazer 


As lembranças não se apagam 

As feridas são visíveis 

Não há quem diga que eu não procurei 

As saídas possíveis.
 

(Álvaro Lucas)