Ratos de Cemitério - V Conto de Terror


O Velho Masson, zelador de um dos mais antigos e relaxados cemitérios da cidade de Salem, vivia eternamente às voltas com os ratos. Há gerações atrás, tinham vindo eles dos molhes dos cais e se instalaram no cemitério, uma verdadeira colônia de enormes ratos. Quando Masson passou a ocupar o atual cargo, após o desaparecimento inexplicável do outro zelador, decidira dar-lhes caça. A principio colocava armadilhas, envenenava a comida que largava pelos buracos e mais tarde, experimentara matá-los com uma espingarda, mas nada conseguiu. Os ratos continuavam multiplicando-se, infestando o cemitério com suas hordas inextinguíveis.

Eram enormes, mesmo para o “mus decumanus”, que às vezes chega a medir quinze polegadas, excluindo-se o rabo cinza e rosa. Masson entrevira alguns tão grandes quantos gatos e, quando certa vez, os coveiros remexeram em suas tocas, os mal odorosos túneis eram tão largos, que permitiriam a passagem de um homem agachado. Vieram de distantes portos de Salem, trouxeram consigo os navios gerações atrás para os cais cheios cargas estranhas. Masson frequentemente admirava do tamanho desses túneis. Lembrava-se vagamente de lendas perturbadoras que ouvira ao chegar a Salem, antiga e povoada de contos de feitiçaria, narrativas de uma vida inumana, moribunda, que se dizia ter existido em tocas esquecidas, nas profundezas da terra. Nos velhos dias em que Cotton Mather perseguira os cultos diabólicos que veneravam Hécate e a Magna Mather (uma deusa da mitologia), orgias infernais tinham passado. Mas, escuras e tétricas casas de torres pontiagudas ainda se inclinavam perigosamente umas para as outras em ruelas estranhas. Segredos blasfemos atestavam que, nas suas cavernas e adegas subterrâneas, celebravam-se ainda os ritos negros, que desafiam a sanidade mental. Acenando gravemente a cabeça branca, os mais velhos afirmavam que rituais ainda existiam. Poucas coisas eram piores que ratos infestando a terra esburacada dos antigos cemitérios de Salem.

E aqui, voltamos à curiosa questão dos ratos. Masson odiava e respeitava os ferozes roedores, pois conhecia o perigo que se desprendia de seu pelo luzidio e caninos aguçados. Não entendia, porém, o horror que os mais velhos ressentiam pelas casas abandonadas de viventes e infestadas de ratos. Ouvira vagos rumores sobre espectrais, que perambulam pelos subterrâneos e cujo poder se exerce sobre ratos, a organizá-los como um verdadeiro exército.

Os ratos, murmuravam os mais velhos, são os mensageiros entre este mundo e o outro, que se oculta sob a terra de Salem. Cadáveres tinham sido roubados de seus túmulos, para os festins subterrâneos, assim diziam.

Masson não cuidava muito dessas histórias. Não confraternizava com seus vizinhos e tudo fazia, na verdade, para ocultar a existência dos ratos aos intrusos. Investigações, pensava ele, não sem razão, significariam a abertura de inúmeros túmulos. E, conquanto alguns caixões corroídos, esvaziados mesmo, pudessem ser atribuídos à ação dos ratos, Masson achava difícil explicar os corpos atirados, que jaziam em algumas das tumbas.

O ouro, o mais puro, é usado na obturação de dentes, o esse ouro não é removido por ocasião do sepultamento. Roupas, está claro, são outro assunto, pois o agente funerário se encarrega de que seu cliente vista as mais baratas possíveis. Mas o ouro não. E, mais ainda: estudantes de Medicina e médicos de reputação duvidosa estão sempre à cata de cadáveres e não se incomodam absolutamente em conhecer a origem desse fornecimento.

Por isso, Masson, até agora, conseguira impedir as investigações. Negara firmemente a existência dos ratos, embora estes lhe roubassem frequentemente a presa. Masson pouco se incomodava com o que acontecesse aos corpos, depois que neles tivesse exercido sua operação, e os ratos arrastavam o cadáver através do buraco que roíam na parede do caixão.

O tamanho desses buracos, às vezes, preocupava Masson. Acrescia, ainda, a estranha circunstância dos sarcófagos serem sempre abertos na parte correspondente às extremidades, nunca em cima ou nos lados. Poder-se-ia crer que trabalhavam sob as ordens de algum líder impassível e extraordinariamente inteligente.

Neste momento, Masson achava-se de pé, em uma cova descoberta, atirando para o lado os últimos montes de terra. Chovia uma garoa miúda e fria, que, por semanas a fio, castigava a terra. O cemitério parecia um lamaçal amarelo, de que se destacavam as tumbas, como monstros desordenados. Os ratos haviam-se retirado para suas tocas e fazia dias que Masson não via um. Seu rosto barbudo e de expressão dura estava totalmente enrugado. O caixão que pisava era de madeira.

O corpo tinha sido sepultado dias antes, mas Masson ainda não ousara desenterrá-lo. Um parente do morto viera ao cemitério, por diversas vezes, arrostando o mau tempo. Confiava, porém, agora, em que não apareceria a horas tão tardias, por maior que fosse a sua dor, pensava Masson, a fazer caretas das mais horríveis. Descansou por instantes. Da colina, em que estava situado o velho cemitério, divisava as luzes de Salem, tremeluzindo, através da neblina. Tirou uma lanterna do bolso. Precisaria de luz, agora. Empunhou a pá, inclinou-se e examinou a fechadura do caixão. Parou abruptamente. Sua atenção foi despertada por um leve mexer, sob seus pés, como se algo se movesse dentro do caixão. Um medo supersticioso tomou conta dele, detendo-lhe a respiração, até que percebeu o significado daqueles ruídos. Os ratos tinham-no precedido, despojando-o de sua presa. Num paroxismo de ódio, Masson arrebentou as ligaduras do caixão, enfiando a ponta da pá entre a tampa e o esquife: propriamente dito. Iluminou-o com a lanterna. A chuva caiu de encontro ao cetim branco, do forro. O caixão estava vazio. Masson percebeu movimento na extremidade do sarcófago e dirigiu a lanterna para ela. Um buraco enorme deixava entrever um sapato preto, que se arrastava vagarosamente, e o homem
compreendeu que os ratos o haviam precedido de apenas alguns minutos. Caiu sobre os joelhos e tentou agarrar o sapato, deixando tombar a lanterna dentro do caixão. O sapato não foi, alcançado e ele ouviu um guincho agudo, excitado. Tomou novamente a lanterna, iluminando o buraco.

Era bem grande. Tinha que ser, ou o cadáver não poderia ter sido arrastado por ali. Masson espantou-se ainda uma vez ante o tamanho de ratos, que podiam aguentar com o cadáver de um homem, mas a certeza do revolver, que carregava no bolso, confortou-o. Provavelmente, se o cadáver fosse de uma pessoa comum, Masson o deixaria entregue aos raptores e jamais se aventuraria naquela toca, mas estava bem lembrado de que o cadáver vestia uma camisa de linho finíssimo e que seu alfinete de gravata era de pérola. Sem quase refletir, pendurou a lanterna na cinta e engatinhou no buraco. Era apertado. Mas conseguiu passar. Bem à sua frente, podia ver os sapatos que andavam por sobre a terra úmida das profundezas do túnel. Engatinhou o mais rapidamente que pode, às vezes tendo que se arrastar de barriga, por falta de altura.

O ar era irrespirável. Se não alcançasse o corpo em um minuto, decidiu Masson, voltaria. Terrores subconscientes começavam a fazer-lhe companhia, sem que pudesse evitar, mas o ódio impelia-o para frente. Arrastou-se, atravessando túneis que se entroncavam. As paredes eram limosas e por duas vezes bolas de lama caíram sobre e atrás dele. Da segunda vez, parou. Não enxergava. Desatou a lanterna da cinta e iluminou a escuridão. Torres de terra amontoavam-se atrás dele e o perigo sua posição, de repente, tornou-se real e pavoroso. Com medo de ficar sepultado vivo, resolveu abandonar a perseguição, embora quase alcançado o cadáver e o ser invisível, que o arrastava. Mas, não pensara em uma coisa. O túnel era muito estreito, para permitir que ele se virasse. O pânico assaltou-o, mas lembrou-se: de um túnel que atravessara havia instantes e de costas; entrou nele girando aos poucos, até poder prosseguir de frente. Rápido tentou encontrar o caminho de volta. Conquanto os joelhos estivessem machucados e trêmulos.

Uma dor aguda paralisou-lhe a perna. Um dente agudo se enterrara em sua carne. Masson se bateu freneticamente. Ouviu guinchos excitados e o mover de muitos pés. Iluminando com a lanterna, Masson prendeu a respiração, num choque causado pelo susto, ao perceber uma dúzia de enormes ratos, que o contemplavam firmemente, seus olhos rasgados, brilhando àquela luz. Eram enormes, tão grandes como gatos, e atrás deles entreviu uma sombra negra, que deslizou suavemente. Masson estremeceu ante o descomunal daquela coisa invisível. A luz os detivera momentaneamente, mas, agora se aproximavam os dentes alaranjados devido à iluminação. Masson conseguiu sacar a pistola do bolso e mirou cuidadosamente. Sua posição era péssima. Firmou os pés nas paredes limosas, para não desperdiçar o tiro. O ruído espantoso da explosão ensurdeceu-o por instantes e a fumaça provocou-lhe tosse. Quando pode ver e ouvir novamente, os ratos tinham desaparecido. Recolocou a pistola no lugar e quis prosseguir a caminhada de volta, mas entre guinchos e arrastar de pés os ratos já estavam de novo em cima dele. Subiram em suas pernas, mordendo e guinchando loucamente. Masson estremeceu, ao procurar o revólver. Atirou sem mirar e unicamente a sorte o livrou de arrancar o próprio pé. Desta vez, os ratos não foram longe, mas Masson corria o melhor que podia pronto para atirar ao primeiro ruído suspeito. Houve um novo ruído de pés e o homem iluminou com a lanterna atrás de si. Um enorme rato cinzento parou e vigiou-o. Seus longos bigodes moviam-se e o rabo, escabroso e sem pelos, balançava de um lado para outro. Masson gritou, e o rato afastou-se. Prosseguiu, detendo-se ante um túnel negro, bem à altura de seu cotovelo, bloqueado por uma massa, que julgou, por instantes, ser terra, desmoronada do teto, para logo verificar, horrorizado, que se tratara de um corpo humano. Era uma múmia marrom, enrugada, e, por pior que aquilo lhe parecesse, a coisa se movia. Arrastava-se na sua direção e, à luz da lanterna, a cara horrenda mergulhou na sua. Era um esqueleto de muitos anos, a viver uma vida diabólica. Não tinha olhos, mas buracos, que inexplicavelmente brilhavam através de sua cegueira. E aquilo gritava à medida que avançava para Masson, a boca entreaberta e retorcida. 

Masson enregelou de pavor e nojo. Antes que aquele horror o tocasse, Masson enterrou-se no túnel ao lado. Ouviu um arranhar de garras atrás dele, olhando para trás gritou, enquanto mais enterrava no buraco estreito. Arrastou-se desajeitadamente, sentindo que pedrinhas agudas lhe dilaceravam as mãos e os joelhos. A sujeira penetrara-lhe os olhos, mas não ousava parar. Engatinhava blasfemando, respirando com dificuldade e rezando histericamente. Guinchando triunfalmente, os ratos chegaram a ele, a fome horrenda escrita nos olhos. Masson quase sucumbiu ante os dentes agudos, mas conseguiu afastá-los. A passagem estreitava-se cada vez mais. No paroxismo do terror, Masson deu pontapés e gritou. Achou-se engatinhando, sob enorme pedra, incrustada no teto, que pesava cruelmente nas suas costas que se moveu um pouco quando foi atingido por seu corpo. Uma ideia atravessou a mente quase enlouquecida do homem. Se pudesse arrancar a pedra e bloquear o túnel! A terra estava úmida, devido às chuvas e, de cócoras, Masson começou a escavar em torno da pedra. Os ratos se aproximavam cada vez mais. Via-lhes os olhos que brilhavam a cada tremeluzir da lanterna. A pedra começava a ceder. Um rato se aproximou, o monstro que já entrevira. Cinzento e leproso, avançava com os dentes alaranjados à mostra, rebocando aquela coisa morta, que guinchava a medida que se arrastava. Masson esforçou-se, trabalhando desesperado, e sentiu que a pedra ia cair. Rápido, continuou a arrastar-se pelo túnel. Atrás, a pedra ruiu, e ouviu-se súbito guinchar de agonia. Torrões de pedra caíam sobre as pernas de Masson, que custava a livrar-se deles. Todo o túnel ia desmoronando!

Respirando com dificuldade e amedrontado, Masson impeliu-se para frente, percebendo que a terra úmida queria engoli-lo. O túnel estava-se estreitando de tal maneira que já não podia usar mais as mãos e pernas para se mover. 

Deitou-se de barriga no chão, coleando como uma enguia, mas de repente, quando experimentou erguer-se, descobriu que o teto se achava apenas a centímetros de suas costas. O pânico assaltou-o. Quando o horror cego lhe bloqueara o caminho, atirara-se desesperado para um túnel lateral, túnel que parecia não ter saída! Só agora entendia. Estava num caixão, um caixão vazio, cuja extremidade, como de costume, tinha sido roída pelos ratos. 

Experimentou voltar-se de costas, mas não pôde. Se ao menos pudesse levantar a tampa do caixão! Impossível. E, se pudesse escapar do sarcófago, como faria para remover cinco pés de terra? Masson arfava. O ar irrespirável, fétido, era de um calor infernal. Num paroxismo de terror, arranhou, raspou o cetim do forro, até que este se despedaçou. Com os pés, tentava cavar o monte de terra desmoronada que lhe bloqueava a saída. Se ao menos pudesse mudar de posição, se pudesse encontrar um pouco de ar… ar… Agonia amarela, morna, espalhou-se por seu rosto e turrou-lhe os olhos. Sua cabeça parecia intumescer, crescendo, aumentando, sempre mais. E, de repente, ouviu o guinchar triunfal dos ratos. Pôs-se a gritar feito louco, mas já não conseguia afastá-los. Por momentos, buscou histericamente um refúgio dentro de sua estreita e estranha prisão, e depois aquietou-se, tentando respirar. Seus cílios desceram sobre os olhos, a língua preta lançou-se fora da boca e ele mergulhou na escuridão da morte, enquanto os ratos, desatinados, banqueteavam-se em suas orelhas.


Por: Henry Kuttner

Happy Halloween!




Boa Noite leitores, primeiramente eu quero me desculpar por não postar esses dias, e não ter concluído a semana do horror... Tive alguns problemas, e tentarei não repetir esse erro.
Em segundo lugar desejar um ótimo Halloween para todos e aproveitem! a partir de amanhã o BROKEN ANGEL volta ao seu visual usual, template e tudo o mais...
Curtam o conto de Henry Kuttner, um dos grandes autores de contos de terror.
http://jeehbrokenangel.blogspot.com.br/2013/10/ratos-de-cemiterio.html
Boa leitura e até mais...

João e Maria (Hansel e Gretel) IV- Conto de Terror


Às margens de uma extensa mata existia, há muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de árvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro casamento. O garoto chamava-se João e a menina, Maria.
A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda mais: não havia comida para todos.

Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crianças serão as primeiras.

- Há uma solução… - disse a madrasta, que era muito malvada.

Amanhã daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos.

O lenhador não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convencê-lo.
No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar.

- Não chore, tranquilizou-a o irmão. Tenho uma ideia.

Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama.

No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças.·.

As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e lá foram abandonadas.

João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa.·.
O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte.

João ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandoná-los, mas desta vez não conseguiu sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada só chorava. João pediu-lhe para ficar calma e ter fé em Deus.

Antes de saírem para o passeio, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de comer o pão, guardou-o.

Ao caminhar para a floresta, João jogava as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da volta.

Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas, por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo!

- Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui e ela está toda marcada com as migalhas do pão.

Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho.

As crianças andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e doces. Famintos, correram e começaram a comer.

De repente, apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito mais para vocês.

Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até cair no sono em confortáveis caminhas.

Quando as crianças acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito.

Porém a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse. Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava.

Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E ela ficava furiosa, reclamava com Maria:

- Esse menino, não há meio de engordar.

- Dê mais comida para ele!

Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando:

- Hoje eu vou fazer uma festança. Maria ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver e dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado.

Assustada, Maria começou a chorar.

- Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado, a bruxa falou.

Ela empurrou Maria para perto do forno e disse:

- Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão.

A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também, mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse:

- Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer?

- Menina boba! - disse a bruxa. Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela.

A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela caiu lá dentro. A menina, então, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse queimada.

Maria foi direto libertar seu irmão.

Estavam muito felizes e tiveram a ideia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas guloseimas.

Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo à floresta.

Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne.

Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho e viram ao longe à pequena cabana do pai.

Ao chegarem à cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e o pai estava desesperado com o que fez com os filhos.

Quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraçá-los. Joãozinho e Maria mostraram-lhe toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora não haveria mais preocupação com dinheiro e comida e assim foram felizes para sempre.


(Irmãos Grimm)

Will - III Conto de Terror


Em outro mundo onde a luz não alcançava, existia uma grande civilização onde os três mundos podiam se conectar e viver em paz, até certo ponto. Nesse mundo existia um grande império governado pela família Ariel, essa família era milenar, acreditava-se que eles foram os primeiros a povoarem esse mundo, e nessa família existia um garoto chamado Will que iria completar seu décimo quinto ano de vida, seus pais estavam orgulhosos dele faltava apenas oito dias para sua consagração final, mas como em todo mundo a inveja sempre está por perto. E um antigo sacerdote das trevas ainda vivia no porão da mansão onde a família Ariel vivia.

Um dia apenas para a grande cerimonia de consagração. ”Que alegria!” Todos pensavam.

E então chegou o momento, lá vinha Will vestido com as roupas reais todos gritavam:

”-Ei espere, o que é aquilo no rosto do Will? Que marca é essa?”, “Não é o Will!” gritaram assustados, por Nêmesis exclamaram, era um boneco.

“-Mas onde está o Will?” Todos se perguntaram.

Foi então que um lindo corvo sujo de sangue chega pedindo silencio, todos se calam e olham para o corvo que vem logo dando seu informativo:

 ‘’-O grande sacerdote negro que aqui reside, mandou o verdadeiro Will para uma terrível e maldita viagem em seus pensamentos, todos riram e o corvo queimou em purpuras. E então todos ficaram calmos ao pensar que Will não tinha pensamentos negativos, afinal ele era um dos membros da família Ariel.

E então? Onde estava Will? O que se passava na cabeça dele? Ele estava em uma trilha sombria e suja onde ele seguiu em frente para entrar em um sombrio castelo logo a sua frente chegando lá entrou sem nem mesmo bater na porta.

 “-Para que isso? Sou um sangue puro, logo governarei o mundo!” Pensou ele entrando no castelo viu que era apenas um simples castelo sombrio por fora, mais que guardava algo, ainda mais sombrio por dentro, algo como uma fabrica de brinquedos abandonados.

“-São apenas brinquedos, que tolo aquele que se assusta com isso não?”. Ai você se engana os brinquedos riam de modo insano, e por seus olhos rios de sangue escorriam.
“- Como isso...”. Pensou ele e então, uma grande luz branca apareceu entre o grande vazio que separava a inocente criança dos brinquedos, e assim todos os brinquedos param de rir e falar sem parar a seguinte frase:

 ‘’-O grande mestre da ilusão o que faz aqui?‘’.

E então a luz vai sumindo aos poucos e uma monstruosa criatura aparece.

”-Mas o que é isso? Que tipo de ser é você?”, o garoto se pergunta sem parar. 

Nada poderia descreve o medo que ele sentia naquele momento ao ver um à criatura com cinco metros de altura, pernas de bode, tórax humano, mas ainda com pelos de bode, braços de leão asas de pomba e cabeça de coelho.

“Mas oque diabos é você? O que pensa que esta fazendo no meu mundo seu demônio?”, gritou Will de modo aterrorizante à criatura riu e começou a falar:

 “-Eu sou o grande Deus da ilusão, tenho vários nomes, mas no momento poderá me chamar de Latan. E onde você pensa que está para falar assim comigo?”. Perguntou Latan ao pobre e inofensivo garoto que respondeu com lágrimas que estava em seu mundo e que poderia fazer o que quisesse lá, Latan riu sem parar com um som ensurdecedor e demoníaco.

 “-Você esta na sua mente seu tolo aqui quem manda sou eu”. Continuou rindo sem parar o pobre garoto não parava de chorar e os brinquedos ainda fazendo mesma aquela pergunta. “O que irá acontecer a ele?”.

“- Você cria uma ilusão contra para aparentar ser bom, não só você, mas todos os membros da família Ariel e desse seu mundo pobre, eu sou aquele que julga essas suas atitudes e dou sua sentença final, pessoas não devem ser enganadas, apenas a verdade deve ser dita, mesmo que a hipocrisia de seus semelhantes seja de nível superior à sala da verdade, eu estou presente na mente de cada um de vocês esperando o momento em que vocês dormem, para que assim possa andar livremente sobre suas mentes.”. Disse a criatura.

E então um grande espelho negro surgiu das lagrimas de sangue dos brinquedos e a criatura ordenou:

 “-Olhe!”.  E assim aparecem todos do mundo dele rindo e comentando que Will é um bom garoto e tem pensamentos doces e amáveis e riam do sacerdote sombrio.

 “- Viu? Você criou uma ilusão do que você realmente é você sabe Will que tudo o que esta vendo nesse exato momento é seu pensamento ou se preferir seu mundo particular, onde só você entra.” Disse o Latan. O garoto não parava de chorar, chorava sem parar até que ele disse:

“- Espere, esse é meu mundo particular, não é?” Pergunta Will, Latan responde com calma e com uma voz firme:

 “-Sim esse é seu mundo particular ou seus pensamentos.” O garoto começa a rir de modo incontrolável os brinquedos param de fazer a pergunta, ele levanta e diz desafiando Latan:

 “- Então eu tenho total poder sobre esse mundo!” E com seus pensamentos tudo some, sobrando apenas uma imensidão branca o garoto e Latan.

“- O que?”

 “- Você limpou seus pensamentos.” Disse Latan com uma expressão de supressa, mas logo em segunda começa a rir, Will pergunta o que tinha de tão engraçado naquilo? Aquele era o mundo dele ele tinha como desejo a destruição de Latan, e então ele responde:

“-Sua criança ingênua, eu sou você, o verdadeiro você, não pode me destruir, pois sou real, diferente da ilusão que você criou para enganar os outros.” Explicando que em todos os humanos habitava mais de um ser, que poderia ser bom ou ruim.

“-E esse será seu fim, sua fraca e fria ilusão!” Falou Latan que fez tudo voltar para a realidade na fabrica de brinquedos no salão do castelo sombrio, onde os brinquedos se movimentaram em direção a Will a suposta ilusão que foi morta de forma brutal e sangrenta por todos aqueles brinquedos Latan voltou para sua forma real à forma de Will, e o mundo começou a se alto destruir.

“- Espere, espere outro corvo de sangue esta vindo, só que este é maior e esta trazendo alguma coisa em suas garras!”. Gritou um camponês que esperava para assistir a consagração de Will, o corvo pediu silencio novamente e então deixo cair o que estava trazendo era à cabeça do sacerdote das trevas.

“-Mais um belo motivo para rirem, não acham? Ele esta morto, vamos rir da desgraça dele, ele era diferente de nós!” Pensou todos os que ali estavam presente riram novamente, o corvo por sua vez não queima como o mensageiro passado e sim sai voando sem rumo certo.

O boneco que tinha sido invado pelo sacerdote se alto destrói causando uma pequena explosão, liberando uma grande e forte fumaça que não permitia a visualização de nada todos estava às cegas naquele momento, todos em uma grande escuridão, depois de um tempo a fumaça sumiu e então estava ele, no altar com a coroa do antigo rei na cabeça um grande sorriso em seu rosto e uma bela espada banhada a ouro que pingava sangue como se minasse dela mesma, todos se ajoelham perante o rei do novo mundo e falam em uma única voz:

“- Vida longa ao rei Will, vida longa ao rei Will!”. Esperem, eles não tinham visto que o antigo rei e a rainha estavam mortos, Will os matou, matou seus próprios pais, como um garoto bondoso gentil fez isso? Por que ele fez isso? Ele liberou o monstro que estava dentro dele, selado em silencio, escondido atrás de uma mascara de bondade e gentileza, o mundo começou a se alto destruir pouco a pouco, as pessoas que ali estavam presente foram mortas sem pena ou piedade.


E Will o verdadeiro Will ficou só, novamente como no inicio, só ele o primordial, o que deu origem a todos os outros, de mente limpa por não existir mais ilusões, e podendo ser o que ele realmente era sem medo do que iram achar dele, pois não existia mais ninguém, só ele e seu mundo de pensamentos.                         

A Maldição - II Conto de Terror


Há muito tempo atrás existia uma família que morava em uma pequena vila ao Sul da Europa, nesta família tinha apenas uma mãe, um pai e uma filha, que era uma bela garota cujo nome não me lembro bem.

Um belo dia de lua cheia, os pais deixaram a sua filha em casa e saíram no meio da calada da noite, uma semana depois estavam desaparecidos. A menina que tinha apenas dez anos se criou sozinha, durante o dia ela cuidava da pequena cabana na qual morava, mas a noite as coisas ficavam meio estranhas, ela via vultos e escutava gritos por toda parte, ignorava, pois já estava acostumada a isso.

Alguns anos mais tarde, já consumada a esperança de que seus pais voltariam, ela resolveu mudar-se afinal, ela não podia continuar vivendo de pequenos furtos dos seus vizinhos. Ela que não gostava muito de pessoas, resolveu ir morar no alto de uma montanha que era rodeado por uma densa floresta. Mas o que ela não sabia era que sua família carregava uma maldição, e aonde ela fosse ela a perseguiria.

Passados oito anos após o desaparecimento dos seus pais, ela voltou a ouvir vozes e ver vultos, e estranhou, pois estavam ainda mais intensos do que em sua infância, ignorou o recado dos espíritos, e resolveu seguir uma vida como a das outras pessoas, arranjou um emprego de garçonete na cidade, e tempos depois conheceu um rapaz por o qual se apaixonara.

Ele parecia perfeito, era gentil, inteligente, e ate mesmo um pouco bonito. Logo decidiram que deveriam casar-se, na semana do seu noivado, espalharam-se boatos de que havia um assassino na cidade, já havia três rapazes mortos, da mesma maneira. Ela ficou com medo, não imaginaria o que faria se seu amor fosse assassinado daquela maneira. Nessa noite ela foi deitar-se com medo e os espíritos foram até ela pelo sonho, eles diziam insistentemente:

“-A hora esta chegando! Finalmente, você ira saber da verdade!” ela como muitas as outras vezes não entendia aqueles recados estranhos. Não se importou, casou-se uma semana depois, e em sua noite de núpcias seu marido parecia muito estranho, disse a ela que estava com vontade de caminhar pela floresta, sentir emoção, ela não gostara nem um pouco da ideia, mas já que ele estava insistindo tanto resolveu ir.
Ao chegarem lá, ele tentou ataca-la e ela por defesa matou-o, ofegando e chorando por cima do corpo do seu amado se perguntava por que havia feito aquilo realmente, e uma lembrança lhe veio à mente.

Ela estava estranha desde o amanhecer, odiava noites como aquela, casou-se e ao chegarem a casa insistiu ate conseguir que seu marido fosse com ela ate a floresta, ele foi, ela sentia sede, fome e uma vontade obscura e incontrolável de algo que não sabia explicar, foi então que eles apareceram, os espíritos, muitos dele, diferente das outras noites eles estavam ali todos a solta.

Trajavam mantos pretos, e formaram um circulo ao redor dela, ela perguntou o que faziam ali. E o mais assustador de todos disse com uma voz indescritível:

- Chegou a hora, o prazo esta acabado! Falou e os outros se aproximaram dela, seu marido parecia não estar vendo ou sequer ouvindo nenhum deles, mas não conseguia se mover estava congelado.

- Quem são vocês, e hora para que? Perguntou ingenuamente, o vento sacudiu as arvores, e ela ouviu o som dos pássaros da noite.

- Você é o mal!

- Você é a maldita!

- Você é nossa rainha! Eles repetiam essas frases insanas em outra língua que ela deduziu ser latim, correu, enquanto chorava descontroladamente, mas não adiantou.

Quando o eclipse aconteceu, centralizado acima da sua cabeça, a maldição se deu por feita, seus pais apareceram em forma espiritual na sua frente, falando coisas fora da sua compreensão, até que ela jogou-se do precipício. Voltando em seguida voando.

Estava completa, sentia-se completa, mas estava sedenta, precisava de algo, precisava de algo para beber.

Seu marido estava ali, e ao sentir seu cheiro não suportou mais, cravou seus dentes no seu pescoço até não restar mais nenhuma gota de sangue, esquartejou-o e comeu alguns de seus órgãos e depois com suas energias renovadas olhou os espíritos, e o mesmo dissera:


- Esta completa, a maldição que há décadas sua família carrega esta acabada em você aproveite seu dom e não mate pessoas atoa por simples desejo de consumação.
Ela então saiu de seu transe, e percebeu era um monstro havia matado seu amado, e agora sabia o porquê de seus pais terem desaparecido. Seguiu o conselho do espirito, e dizem que ate hoje o anjo-vampira vive no alto daquela montanha e a cada dez anos livra o mundo de almas maculadas que não merecem o privilegio de viver, mas isso apenas em noites como aquela.


Novidades!


Boa noite leitores e leitoras, estou aqui para avisar que ao entrarem neste blog vocês estão amaldiçoados e passaram a sua vida e até mesmo depois da morte presos em um lugar que só há escuridão e maldade! Brincadeirinha! Estou aqui para dar a feliz (Ou infeliz se preferirem) noticia que a partir de hoje começa a temporada de contos aterrorizantes no BROKEN ANGEL!!!
Semana do horror! Do dia: 25/10 ao 31/10...
Curtam o terror!!! Leiam Alice!!! http://jeehbrokenangel.blogspot.com.br/2013/10/alice.html
Bye, e até a próxima vítima. Ops! Próxima vez.

Alice - Iº Conto de Terror


  Era uma vez uma garotinha chamada Alice, ela era linda e tinha um vestido branco com preto, ela estava sempre cantarolando uma música, perturbadora que todos temiam, mas ela se sentia feliz com isso e não se importava com os outros. Ela vivia em um mundo só dela onde era tudo perfeito, ela gostava de música, muita música e tinha uma grande amiga Chamada Rosália elas eram grandes amigas, onde uma estava à outra estava também sempre juntas, uma falava tudo a outra sempre.

  Foi assim, até a Alice conhecer um garoto através de uma porta obscura dimensional, com isso ela conheceu o amigo desse garoto que todos chamavam de Soma, um cavaleiro branco de suporte com utilidade suprema, ele era melhor amigo do seu novo namorado chamado Gerard que era um orgulhoso cavaleiro e ao contrario do seu melhor amigo ele não tinha utilidade.

  No inicio foi tudo divino, até um dia de uma grande conquista em que seu namorado foi para a casa de uma linda dama sombria por uma noite, onde uma terrível traição aconteceu fazendo seus sentimentos desmoronarem, e as lágrimas escorrerem pelo seu lindo rosto de pele branca, e seus braços como ficaram? Com cicatrizes profundas não só na pele, mas em seu coração também.

Sua grande amiga tinha avisado no passado e feitos pedidos para ela antecipar esse sofrimento, pois logo estaria curado, mas não seu amor era muito grande e verdadeiro para acabar ali ela continuou com ele até ser traída. Dias seguintes ela entrou nessa dimensão obscura a procura do Gerard para vingar-se levando uma grande espada consigo, seu amado vestido branco com preto e seu belo sorriso irônico.

“-Ah... Que linda!” disse sua amiga que a seguia com orgulho o caminho era longo e ela se aproximava cada vez mais do seu maldito príncipe amado sem descansar. Afinal, quanto mais tempo se passava mais traída ela era.

“-Vamos siga em frente, vamos!” Disse Rosália.

   E então, o grande encontro chegou ele estava dormindo com outra, quem poderia acreditar nisso, quem? E as falsas juras de amor?

“-Não pode ser!” gritou Alice o cavaleiro útil e branco chamado Soma estava lá, mas ele era um verdadeiro amigo e a Alice sabia, ele apoiou a vingança dela dizendo:

“Vamos, faça, ele te traiu sua tola! Vamos mate-o!”. Com isso Alice pegou a sua grande espada sorrindo de modo irônico e matou-o sujando tudo com seu sangue e rindo de modo descontrolado cantarolando sua melodia obscura e fria sujando também seu vestido com sangue, sem pena nem compaixão até não restou mais nada.
 
 Mas ainda tinha a tentação que fez seu amado a trair, o que fazer com ela? Perguntou-se Alice.

 Ela então a matou sem pena, sem questionar e ainda sorrindo de modo irônico e com suas melodias frias.



Tudo me faz lembrar você...


Se estou feliz, lembro-me de você.
Se estou triste penso em você, e no cruel não ter.
Se saio para me divertir, lembro de você.
Se vou contar alguma historia, lembro de você.
Se olho o céu a noite e vejo a linda lua, ela me faz lembrar você.
Se vou a biblioteca, os livros me lembram você.
Se ouço musica, lembro de você.
Se estou jantando, lembro de você.
Se tomo banho, lembro de você.
Se escrevo, escrevo pensando em você.
E até mesmo nos meus sonhos ou quando pareço estar vagando, lembro de...
V-o-c-ê!  
(Pág.63)

A Grande Ilusão


“Sigamos em frente iludidos ou não. A vida é assim mesmo: Parábolas, metáforas, jogos de iludir-se e a outrem, biombos, palavras-literatura”.
(Extraído do livro “A Grande Ilusão” - Emediato)

Ilusão


Vivo um sentimento proibido, ele me tortura e me sufoca, ele me olha e eu o olho e ambos recuamos porque não daria certo e sabemos disso, só que para mim é ainda mais difícil porque ele provoca em mim algo que ate então eu não conhecia um lado da minha alma que eu não havia explorado.
 Às vezes ele parece querer, mas apenas fingindo... Enganando, mas é surreal , você não engana a mim apenas a si mesmo.
Não sei bem como viver com isso! Amo e desejo alguém que nunca vai ser meu, sou feliz, porém sempre penso que falta algo a mais nessa minha vidinha sem sal e surrealista.

Ilusão...

Uma Sentença de Morte


A vida pode ate parecer maravilhosa para alguns em certos momentos, mas para mim de certa forma sempre foi meio diferente, não tenho a intenção de ser dramática ou despertar a piedade dos outros, mas preciso dizer o que se passa no meu coração e digo que não só há sofrimento e dor e rancor e ódio nunca me foram sentimentos desejáveis.

Mas enquanto escrevo essa minha sentença de morte de mais uma das mil de mim, lagrimas amarguradas e determinadas escorrem pelo meu rosto e dessa vez eu não irei falhar irei me libertar desse inferno que me sufoca, sei que errei, pois apesar de tudo sou humana, mas cansei de pagar pelos erros dos outros, e me recuso a ser condenado para sempre por um erro que cometi.

Não necessito de ninguém para aumentar minha culpa em minha grande lista de pecados e arrependimentos.

Portanto, de agora em diante, nasce outra de mim um alguém que vai dar o sangue para atingir os seus  objetivos e pode ate enlouquecer mais vai conquistar tudo que almeja, não para provar nada a ninguém, mas a mim mesma.

Sei que isso pode custar minha alma e os meus verdadeiros sorrisos, mas isso para mim não importa. 
Nada mais importa.




Eu sempre leio os seus textos, as coisas lindas que você escreve, amo ver o quão sensível e fofo você pode ser. Mas dói saber que aquilo tudo é para ela, e não para mim. 
(Izye)

Broken Angel



"Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria."
(Renato Russo)


Se escrevo alguma coisa, temo que ela aconteça, se amo demais alguma pessoa, temo em perdê-la; no entanto, não posso deixar de escrever, nem de amar...

(Isabel Allende – Escritora chilena)

Fortaleza



Noite e dia sinto a sua falta, às vezes meu coração fica apertado e me faz sofrer, então eu choro no escuro do meu quarto onde ninguém pode me ver sozinha mais uma vez me debruço pelo chão e abraço meu próprio pranto ate o dia amanhecer.

Durante o dia sou alegre, viva, amiga, apaixonada, sou o porto seguro de muitos, a conselheira, mas tem vezes que o meu coração dói tanto que tenho vontade de gritar para todos, para o mundo:

- Olhem estou aqui, acham que eu não vejo, não sinto, não penso?

Pura hipocrisia, não sou nada daquilo que aparento ser, mas minha força é maior, sempre maior que qualquer coisa que possa me acontecer.

Há também a minha fortaleza, força, você é minha força e toda vez que me sinto enfraquecer, você vem, segura a minha mão e diz: “-Tudo ficará bem amor.”.

E isso me dá coragem e vontade de sorrir, viver.


Meus pensamentos (Diário)

                                                               
***
Estou exausta.
Exausta das pessoas me julgarem,
Exausta desse ciclo vicioso de inutilidades,
De tentar ser tudo, e no fim não ser nada.
Exausta dessa vida exaustiva. (Pág.47)

Par Perfeito


Algumas pessoas não acreditam em romance, amor à primeira vista, e par perfeito. Eu acredito, pois o que você chamaria esse sentimento tão intenso, que ninguém consegue explicar ou rotular?


Quando duas pessoas se olham e descobrem que foram feitos um para o outro? Pode ate parecer clichê ou piegas, mas é real.


Duas pessoas que tem tantas semelhanças, tantos ideais em comum, e ao mesmo tempo personalidades distintas.

Elas se encaixam perfeitamente e sabem no momento em que se olham que não estão mais sozinhas. Uma química inexplicável, um carinho inabalável, e acima de tudo são amigos.


Par perfeito.
O beijo que tele transporta ambos para outra dimensão.


O abraço acolhedor, que ninguém mais tem igual.


O cheiro único.

Quando te toca, você sente arrepiar.

Quando chora, você sente o sofrimento como se fosse sua própria dor.


Quando esta feliz, você sente-se contente.


Sabe que poderia passar o resto da sua vida ao lado dele.


E o mais importante...
Quando esta com ele nada mais importa.


Pode não ser, mas a maioria das pessoas descrevem este sentimento como amor. Eu particularmente o chamo de PAR PERFEITO.

Pressão Social


Não aguento mais essa maldita sociedade hipócrita!
Não aguento mais ser julgada.
Não aguento mais me sentir culpada por ser eu mesma.
Não aguento mais pessoas que não estão nem ai para os meus problemas tentando mandar em mim.
Não suporto
Cansei disso
Cansei de tudo isso
Eu só quero ser eu mesma

Preciso ser eu mesma...


Amor verdadeiro


Eu diria que as pessoas só vivem para encontrar um amor verdadeiro, porque é lindo, libertador, perfeito, simplesmente mágico. Mas algumas pessoas se perdem no caminho da ilusão e a maioria morre sem senti-lo.

Pensamentos Aleatórios, J. 

Durmo e Acordo


Durmo e acordo aqui enfrentando a decadência. Vivo constantemente pensando em você e em quando éramos jovens.

Jovens e tolos.

Levo minhas mãos à cabeça e com dificuldade prendo o que restou dos meus cabelos, agora totalmente brancos. Minhas mãos tremem com o maldito mal de Parkinson, fazendo com que eu derrube os grampos que seguro.

Olho para minha neta e ela tenta me ajudar à pega-los no chão, grito com raiva, a inutilidade a qual me encontro revolta-me.

A pobre garota sai chateada e com os olhos marejados de lagrimas. Sinto-me culpada, mas não suporto a piedade. Não suporto esta presa a esta carcaça já desgastada quando ainda me sinto tão jovem.

Um galho da arvore do vizinho, bate na janela do meu quarto, praguejo baixo.  Aquele maldito, não poda esta arvore e agora me distrai do meu mais novo romance, que na verdade não tem nada de novo.

Durmo e acordo com essa mesma sensação.

Sei que ela esta próxima

Então por que não vem me buscar de uma vez por todas e acaba com essa agonia?

Morte vem, imploro.

Morte vem, leva-me contigo.

Imploro...

A minha cabeça dói, deve ser mais uma daquelas enxaquecas terríveis, desisto de tentar ler, seu rosto vem a minha mente como se eu estivesse novamente com dezessete anos e tivesse lhe conhecido ontem.

O cheiro limpo das roupas que usava e a fragrância dos seus cabelos espalham-se pelo quarto e invadem as minhas narinas. Vejo sua sombra se mexer no canto do quarto, perto da porta, ela me tenta, me seduz, dança junto com os flashes do meu abajur como você em nossa noite de núpcias.

Levanto, e me arrastando tento tocar a sombra, quase consigo sentir seu corpo, seu calor...
Estou delirando me dou conta.
De novo.

Surto começo a gritar, minha filha chega a meu quarto com uma expressão preocupada, pergunta o que aconteceu, falo a verdade, conto da sombra, sua sombra, mas ela não acredita em mim, diz que estou tendo uma crise de novo. Desisto.

Confesso, às vezes acho que estou louca. 

Durmo e acordo e é sempre a mesma coisa.