Caminhamos, trocamos amabilidades, segredos, falamos sobre o amor e suas divergências desagradáveis, discutimos o futuro e por fim entramos em um parque, praticamente deserto e com pouca iluminação, chovia, chovia muito. Um cenário mais que ideal.
Obriguei-o a fazer o pedido, me senti jovem e então ele me invadiu com suas palavras, seus olhos, sua língua, seus braços e seu carinho.
Foi incrível, mas não era meu lar.
Enquanto nos beijávamos a minha mente se esvaziava e ao contrario da primeira vez já não senti culpa, não era mais algo “proibido”. Senti vazio e tristeza. Carência.
O cenário ideal, o momento perfeito, sintonia, clima.
Cinema.
Faz de conta. Mentirinha.
(Pág.114 – Jessica Florentino)
