Uma garota entra no bar, pede um drink, lagoa azul, leva-o a
boca, saboreia e então começa a chorar. Dois rapazes a distancia começam a observar.
Entra um casal, ela é jovem, ele é experiente.
Retrospectiva.
Lagoa azul. Baseado. Celulares desligados. Fumaça. Borrão de
batom. Quarto de motel barato e mais fumaça.
Bar, lagoa azul.
Lágrimas. Soluços, e não necessariamente nessa ordem.
Agora todos observam. Um dos rapazes pensa em ir consolar a
moça, mas logo desiste, pensa que não tem nada com aquilo e logo se distrai com
algo mais interessante como as redes sociais.
Desolada, abandonada, sozinha no bar.
Pede mais um drink azul e retorna a chorar. O seu whasapp
começa a tocar.
28 mensagens não lidas. 25 correntes de réveillon, 1 da sua
mãe, 1 do trabalho e outra mensagem de alguém que finge se importar:
“- Como você está?”
“-Estou b... Digita, no entanto, logo substitui por:
“Estou azul.”
Dois traços azuis, mensagem visualizada, sem resposta.
E assim continua azul em um bar.
(Pág.7 – Diário/2)
