Virando a página


- Sobre o que disse de escrever ser insignificante...


“Num filme que escrevi há muitos anos atrás uma garota de 11 anos se encontra com um anjo no céu, e ela está compreensivelmente de luto, sentindo falta da família, amigos e de toda vida que nunca terá. Mas um anjo mais velho diz a ela que 11 anos é uma ótima idade para se estar no céu. Pois aos 11 anos tudo que você ama e odeia continua verdadeiro, enquanto a vida mortal é longa, e lutamos para não comprometer esses sentimentos. Acho que é um pouco do caso de escrever. São os nossos 11 anos dizendo: “Sim, isso é engraçado” ou “Não, que burrice.” Sara pode tomar um rumo Andrea, tomar outro. Mas é real. E verdadeiro. “ 

Eu não mereço nada menos que amor...


E é por isso que desisti
Parei de resistir.
Amor é amor e não cristal
Não tem conserto
Não quebra
Não remenda
Amor é amor!
Amor é todo dia
Amor é detalhe
Eu tentei
Juro que tentei esquecer essa coisa de “humanidade”
Sentimentalismo, "cafonismo", piegas..
Mas sem sensibilidade eu não sou eu
E não posso amar sem me ser
Finalmente compreendi
Que por me ser
E por ser eu assim tão sensível, vulnerável e humana.
Que não mereço nada menos que amor.

(Jéssica Florentino)