Por: Vanessa Barreto
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Dezessete horas,
Dezessete dias,
Dezessete meses,
Dezessete anos.
Sem nenhum vestígio
sequer de ideologia
Mas agora eu acordei
Agora eu consigo
enxergar
A porcaria que tudo
isso é
Isso mesmo uma grande
porcaria
Pare e preste atenção
Quantas vezes você se
chateou por nada?
Quantas vezes você
deu valor a quem não merecia?
Quantas vezes você
derramou lágrimas?
Quantas vezes você se
cortou?
Quantas vezes você se
matou?
Quantas vezes você já
amou?
Sabe quem se importa
com isso?
Ninguém,
absolutamente ninguém.
Qual sua utilidade no
mundo?
Quantos semelhantes
você já ajudou?
Dezessete horas,
Dezessete dias,
Dezessete meses,
Dezessete anos.
Sem a menor utilidade
Essa é minha longa
jornada Tudo um nada
O que é a vida?
Uma grande mentira
E quem se importa com
isso?
Ninguém,
absolutamente ninguém.
Dezessete horas,
Dezessete dias,
Dezessete meses,
Dezessete anos.
Vendados.
(Jéssica Florentino)
Green Eyes
Infinitamente
próximo
Ouço
aquela canção ao longe
Estou
sorrindo
Por
que estou sorrindo?
Faz
milênios que não me sinto assim.
Será
que você também se sente como eu?
Pergunto-me.
Não
me sinto mais com medo
É minha
segunda tentativa
Para
você também?
Por
que não me sinto mais como antes?
Seus
verdes olhos me encaram
Como
se estivessem em busca de respostas
Eles
guardam algum tipo de mistério
Há
magia reluzindo neles
Essa
magia chega até mim me afetando mais do que eu gostaria
Talvez
desta seja verdadeiro
Eu
quero mergulhar
Ir
fundo
Quero
esquecer os erros anteriores
Converse
comigo
Gosto
da sua voz, do seu sorriso também.
Mas
amo seus verdes olhos.
Eu
não poderia negar
Acho
que estou enlouquecendo
Estou
me perdendo nesse jogo
E por
favor, se você ganhar.
Cuide
bem do meu coração
Será
que tudo não passa de mais uma ilusão?
Por
que não me sinto mais como antes?
E
se tudo der errado?
Não
há como definir nada ainda é cedo
Muito
cedo.
Mas
sei que por eles eu esqueceria tudo
Por
seus verdes olhos eu esqueço o medo
De entregar meu coração.
(Jéssica Florentino)
Espelho do mesmo
"- Me pergunto se isto é um espelho? Ou será que todo mundo tem os mesmos sofrimentos?"
(Carlos Tenório)
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