De volta para casa


A noite estava gélida e úmida.
Eu estava à espera de nada, cansada e entediada.
Longe, mas não tão longe de casa.
Há minha frente estava o centro, o qual minha curiosidade despertava.
Resolvi-me ir.
Já era tarde, meu refugio me esperava, fechei meu casaco e prendi meus cabelos negros no alto da cabeça e andei...
Senti uma presença, alguém me acompanhava.
De súbito olhei para trás, não havia ninguém.
“-Estou paranoica.” Repeti para mim mesma.
Continuei, mas aquela sensação de perseguição não passava, não descansava.
Será que era apenas a minha imaginação?
A rua estava em completo silencio, ouvi meus passos e o palpitar do meu coração, os pelos do meu corpo arrepiaram-se, deu um vento forte, olhei ao redor mais uma vez.
Senti medo.
Era real.
Eu não podia ver ou ouvir.
Mas eu sentia... Eu sabia que estava ali, perto. Perto demais.
Nunca o caminho para casa me pareceu tão longo, tive vontade de correr, mas não o fiz.
Olhei para trás novamente, mas ali nada havia.
Quem seria? O que queria? Por que eu?
Não era uma boa energia, era pesado.
Senti medo, angustia... Mas não parei.
Minha há cabeça estava confusa, vi uma sombra e ignorei afinal deveria me acostumar a isso.
Finalmente estou perto de casa, olho as estrelas acima e atrás da minha casa, fico aliviada, mas não tanto.