Eu dou três passos para
lá e para cá, inventando uma coreografia que não tem sentido algum, ao som de
uma musica que não tem nada a ver, jogo os cabelos e os braços e novamente para
lá e para cá, sem sentido algum, mas com a certeza de que ficaria bom (Engano
meu, ficou péssimo).
Continuo a dançar, para
ninguém, para mim mesma e agora mudo os passos, para lá e para cá, os braços
acompanhando o ritmo equilibrado, então eu me jogo e junto vão os meus cabelos,
para frente e para trás, os braços em movimentos leves e precisos, no ritmo da
música, que já não era a mesma, já tocara mais de dez na radio, já se passa das
quatro da manhã e não consigo para de dançar, danço e agora eu até canto e não
me canso, danço até às seis da manhã.
Já não há coreografia,
apenas me jogo como se estivesse em uma balada, não consigo parar, a música me
leva, o som que me faz esquecer de tudo, dos problemas, das cobranças, das
dores, as responsabilidades e dos desencontros que a vida dá.
Só desejo dançar, dançar
e escutar aquela canção que me faz lembrar de você e de como eu era, eu danço
para me refugiar, um refugio que me lembra de você, de mim, do mundo, de
ninguém, de nada, apenas me lembra.
Então eu danço, danço sem
me cansar, até as dez que é quando eu deito e durmo e sonho, para amanhã
acordar para mais um dia de novos passos, cheio de altos e baixos, vitórias e
derrotas, amores e ilusões, para mais uma vez dançar a valsa que todos insistem
em chamar de VIDA!
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