Quando o vi...




O vento estava forte e passou por minha pele fazendo-a arrepiar, á noite estava igual ao dia em que eu fugi de casa só para te encontrar.

Parei para refletir, e nada formulei de concreto, vê-lo hoje foi tão irônico e ao mesmo tempo tão surrealista, foi constrangedor e nada esclarecedor.

Olhamos um nos olhos do outro e aquela mesma pergunta se repetiu: “- Por que não deu certo para nós?”. De certa não era a hora, fiquei meio sem jeito e quando o vi descer a rua e vir em minha direção, é como se eu tivesse voltado no tempo e me transformado novamente na garota de doze anos que nada sabia do amor, e que descobriu que ainda hoje não sabe.

Talvez não seja tarde demais, disse uma parte de mim, a outra disse o contrario claro que é tarde demais.

Somos pessoas totalmente diferentes agora, ou melhor, eu sou, mudei e drasticamente, penso que não tenha sido para melhor.

E agora a brisa me acolhe como uma manta, uma manta de saudade, lembrança, amor e o mais doloroso desespero.

De alguma maneira você sempre me aparece quando tem algo errado em minha vida, porém não sou eu quem mudou, simplesmente.