Qualquer coisa




Parado em frente ao manicômio 

Com a mente tão vazia 

Sem saber o incômodo que é 

Não ter uma ideologia 


Eu já vejo uma outra sombra 

Era seguido sem saber 

Com meus punhos, eu bato na parede 

Que me afasta de você


Mas a única coisa que me faz viver 

É o ódio que eu sinto por você 


Qualquer coisa serve pra viver 

Qualquer motivo que me faça entender 

A razão pelo ódio que vive em mim 

E parece, não haver um fim 


Sem saber pra onde ir 

E sequer, o que fazer 

Não sinto dor, calor ou frio 

Nem uma dose de prazer 


As lembranças não se apagam 

As feridas são visíveis 

Não há quem diga que eu não procurei 

As saídas possíveis.
 

(Álvaro Lucas)

Os contos proibidos do Marquês de Sade




- Como podemos saber quem é bom e quem é mau?

- Não podemos tudo o que podemos fazer é nos precaver contra nossa própria corrupção.  

Coco antes de Chanel



"-Sempre soube que não seria a mulher de ninguém... É que as vezes eu esqueço".

O leitor


“-Não tenho medo, não tenho medo, quanto mais eu sofro mais eu amo.”

Destroços...


Destroços na estrada

A dama de vermelho 

Já não acreditava em nada,

Permutava-se, se questionava, pensava em nada.



Destroços na estrada

Tudo começou numa madrugada

Muitas palavras

Poucas promessas

Prometia ser irreal, mas não era.



Destroços na estrada

Não era um conto de fadas

Não havia transgressão

Ou motivo vivo

Apenas negação, repetição.



Destroços na estrada

A coitada da dama

Sangrava

Sangrava sozinha

Havia sido esfaqueada!



Destroços na estrada

O vestido branco

Agora vermelho

Já não mais tinha graça...



“- A vida garota! Acorda!” 

[Gritou alguém de fora do poema...].

“- Olhe a vida ao redor, junte seus pedaços e grite!”



Destroços na estrada 

A dama se levantou...

Catou o que lhe restava

E nunca mais voltou.


(Jéssica Florentino)