Ela estava deitada, inerte, sua visão fazia com que tudo girasse a sua volta, embora nada saísse do lugar, notas espalhavam-se por todos os lados, notas musicais de uma canção triste, ela sabia que era triste, mas ela não sentia a melancolia, estava asfixiada como um cadáver, um inútil cadáver!
Ela já não sentia dor, ela já não sentia...
Era só o vazio e ele conseguia ser ainda mais sufocante que a dor, pois enquanto sentia a ferida arder e incomodar sabia que ainda estava ali, tinha a certeza de que estava viva, mas e quando não há mais nada?
O que esperar do amanhã que não nos promete?
Ela queria gritar para ver se causaria alguma reação, alto para ver se seu coração batia mais rápido, talvez ficar revoltada, alegre...
Sentir-se bem ou mal já não importava, queria apenas sentir...
Sentir para reviver, sentir para que pudesse ter a certeza de que nada havia acabado.
(Jessica Florentino)
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