Meus olhos me iludem


Meus olhos me iludem

Meus sentimentos me dominam

Minha mente me confunde...

Lágrimas angustiadas escorrem em meu rosto

Já não sinto mais nada a não ser uma paixão inacabada

Meu corpo parece imóvel

Mexendo-se apenas para enxugar o sangue que transborda de minhas veias

por cortes que eu mesma fiz em meu corpo

Estou num prolongado desespero

que teima em permanecer comigo

O desespero da dor

O desespero da paixão

que um belo dia acertou meu coração solenemente,

mas que foi me tornando uma condenada em senti-la

Até mesmo meus sentidos eu não tenho mais

Não sinto mais nada que não seja esse doce - amargo sentimento que me consome...

(Marina Abrahão)