“O mundo era terrível, cruel, impiedoso, negro como um sonho mal. Não havia um lugar para se viver. 

Os livros eram o único lugar onde havia compaixão, consolo, alegria... e amor! Os livros amavam a todos que os abriam, ofereciam proteção e amizade sem exigir nada em troca e nunca, nunca iam embora, mesmo quando não eram bem tratados.

Amor, verdade, beleza, sabedoria e consolo perante a morte.

As palavras são imortais...”

(Extraído do livro “Coração de tinta” – Cornélia Funk)

De volta para casa


A noite estava gélida e úmida.
Eu estava à espera de nada, cansada e entediada.
Longe, mas não tão longe de casa.
Há minha frente estava o centro, o qual minha curiosidade despertava.
Resolvi-me ir.
Já era tarde, meu refugio me esperava, fechei meu casaco e prendi meus cabelos negros no alto da cabeça e andei...
Senti uma presença, alguém me acompanhava.
De súbito olhei para trás, não havia ninguém.
“-Estou paranoica.” Repeti para mim mesma.
Continuei, mas aquela sensação de perseguição não passava, não descansava.
Será que era apenas a minha imaginação?
A rua estava em completo silencio, ouvi meus passos e o palpitar do meu coração, os pelos do meu corpo arrepiaram-se, deu um vento forte, olhei ao redor mais uma vez.
Senti medo.
Era real.
Eu não podia ver ou ouvir.
Mas eu sentia... Eu sabia que estava ali, perto. Perto demais.
Nunca o caminho para casa me pareceu tão longo, tive vontade de correr, mas não o fiz.
Olhei para trás novamente, mas ali nada havia.
Quem seria? O que queria? Por que eu?
Não era uma boa energia, era pesado.
Senti medo, angustia... Mas não parei.
Minha há cabeça estava confusa, vi uma sombra e ignorei afinal deveria me acostumar a isso.
Finalmente estou perto de casa, olho as estrelas acima e atrás da minha casa, fico aliviada, mas não tanto.



Que coisa estranha essa que cresce cada vez mais, sinto tudo de maneira confusa. 
“- E agora o que eu faço?” Me pergunto pela milésima vez.
Droga! Sei que de toda essa ilusão, só me restaram lágrimas e sofrimento. (Pág.11)

Para todo sempre com você!


Para todo sempre com você!

Um dia desses de domingo chato, chuvoso, nada legal na TV, nada de interessante para fazer. Parei no tempo e comecei a relembrar o passado, fazendo um tipo de flash back na minha cabeça.

Lembrei-me de você, de como nos conhecemos, do nosso amor, da nossa amizade, das conversas, confusões, brincadeiras e palhaçadas.

Senti saudades, como o tempo passa rápido, não é mesmo?

O passado deixado para trás, o presente constante, o futuro a chegar. Fases da vida que todos iremos passar.

Você faz parte do meu passado, do meu presente e se o destino reservar talvez também do meu futuro. 

Não sei com que importância, um grande amigo talvez, um irmão ou simplesmente uma lembrança, mas não uma lembrança qualquer, minha lembrança, a lembrança de nós dois.

Sinto sua falta, falta do meu amigo, da minha paixão, do meu conselheiro chato. Sinto falta de tudo o que a gente viveu, espero que seja muito feliz, adoro você, quero que saiba que me lembrarei de você e dos nossos momentos para sempre. 

Espero que não me esqueça completamente.

Para todo o sempre de sua amiga, J.




"-Vejo a réstia do meu reflexo no vidro da janela, é tão translúcido de encontro com a minha pele pálida, que parece que eu estou sumindo, simplesmente desaparecendo." (Pág.6)