O amante de Lady Chatterley's



- Não parece um covarde.

- Há coisas que legitimamente temo.

- Está com medo agora?

- Sim.

- De mim?

- Do seu mundo.


- Não tenha. 

É cruel amar um Tenório


Ele chega com todo encanto faz você admira-lo e as coisas que ele faz.
Não é muito de flertar, racional, não gosta de fantasiar a não ser que se trate de suas próprias fantasias. 
Uma arrogância até certo ponto interessante. Sim... Os Tenórios são inteligentes, sagazes e sabem jogar.
Ah e não queira desafia-los ou perderá o jogo. (Falo isso com a experiência de quem tentou).

Seus olhos são o que mais chamam a atenção, sejam castanhos ou verdes, capturam enigmatizam e roubam a sua alma aos pouquinhos, com seu agradável sorriso apaixonam-te devagarzinho.

No entanto, apesar de todas as virtudes, é cruel amar um Tenório.

Os Tenórios não costumam fazer o tipo de que tomam decisões, são incertos, inseguros e inconstantes, meio loucos e insensíveis. Por não serem românticos, dificilmente se importam com seus sentimentos ou os fingem por um tempo em que julgarem necessário.
Por serem tão autoconfiantes dificilmente serão fieis a uma única mulher, por melhor que ela seja.

Os Tenórios chegam, encantam, apaixonam-te, te fazem ama-lo por inteiro, tomam seu tempo, seu dinheiro, sua beleza, tomam seu corpo e o que tiver para dar. Revertem o jogo, te dominam, te tornam dependente e te mostram a sua verdadeira face e sem nenhuma piedade quando você não serve mais vão embora, te tornam amiga por migalhas ou o cadastro dos seus momentos de exílio.

Ah... Porque até mesmo nossos cruéis Tenórios sofrem de solidão...



(Texto dedicado a um maldito Tenório que partiu meu coração.) 
By: Jéssica Florentino

Quão inexplicável é a complexidade de um ser?


Dentro de um ser
A água torna-se vinho
A gota logo evapora
E a madeira em sua mais alta rigidez sobe aos ares em cinzas...

Peço perdão aos olhares ofendidos
Paciência aos intolerantes
Contingencia aos impulsivos no falar

É pedir tanto?

Se tu me julgas tão confuso
Entra em mim e mergulhe neste oceano

No qual eu vejo apenas o desconhecido
E me dê clareza
E me dê a exatidão do que sinto, do que falo.

Torna-me fácil às relações
Torna-me maleável às discussões
Torna-me simples ao entender do outro
Torna-me social.

Razão de ser


Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(Paulo Leminski)

Minha vida sem mim


- Gosto que não pergunte nada sobre a minha vida.

- Não pergunto, porque aprendi a não perguntar. Se olhar para uma pessoa e prestar atenção pode ver cinquenta porcento de quem ela é, e querer saber os outros cinquenta porcento é o que estraga tudo.