O lobo


Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse:

– Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.

Um é Mau – É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom – É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:

– Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:

– Aquele que você alimenta!

     

Virando a página


- Sobre o que disse de escrever ser insignificante...


“Num filme que escrevi há muitos anos atrás uma garota de 11 anos se encontra com um anjo no céu, e ela está compreensivelmente de luto, sentindo falta da família, amigos e de toda vida que nunca terá. Mas um anjo mais velho diz a ela que 11 anos é uma ótima idade para se estar no céu. Pois aos 11 anos tudo que você ama e odeia continua verdadeiro, enquanto a vida mortal é longa, e lutamos para não comprometer esses sentimentos. Acho que é um pouco do caso de escrever. São os nossos 11 anos dizendo: “Sim, isso é engraçado” ou “Não, que burrice.” Sara pode tomar um rumo Andrea, tomar outro. Mas é real. E verdadeiro. “ 

Eu não mereço nada menos que amor...


E é por isso que desisti
Parei de resistir.
Amor é amor e não cristal
Não tem conserto
Não quebra
Não remenda
Amor é amor!
Amor é todo dia
Amor é detalhe
Eu tentei
Juro que tentei esquecer essa coisa de “humanidade”
Sentimentalismo, "cafonismo", piegas..
Mas sem sensibilidade eu não sou eu
E não posso amar sem me ser
Finalmente compreendi
Que por me ser
E por ser eu assim tão sensível, vulnerável e humana.
Que não mereço nada menos que amor.

(Jéssica Florentino)


O amante de Lady Chatterley's



- Não parece um covarde.

- Há coisas que legitimamente temo.

- Está com medo agora?

- Sim.

- De mim?

- Do seu mundo.


- Não tenha. 

É cruel amar um Tenório


Ele chega com todo encanto faz você admira-lo e as coisas que ele faz.
Não é muito de flertar, racional, não gosta de fantasiar a não ser que se trate de suas próprias fantasias. 
Uma arrogância até certo ponto interessante. Sim... Os Tenórios são inteligentes, sagazes e sabem jogar.
Ah e não queira desafia-los ou perderá o jogo. (Falo isso com a experiência de quem tentou).

Seus olhos são o que mais chamam a atenção, sejam castanhos ou verdes, capturam enigmatizam e roubam a sua alma aos pouquinhos, com seu agradável sorriso apaixonam-te devagarzinho.

No entanto, apesar de todas as virtudes, é cruel amar um Tenório.

Os Tenórios não costumam fazer o tipo de que tomam decisões, são incertos, inseguros e inconstantes, meio loucos e insensíveis. Por não serem românticos, dificilmente se importam com seus sentimentos ou os fingem por um tempo em que julgarem necessário.
Por serem tão autoconfiantes dificilmente serão fieis a uma única mulher, por melhor que ela seja.

Os Tenórios chegam, encantam, apaixonam-te, te fazem ama-lo por inteiro, tomam seu tempo, seu dinheiro, sua beleza, tomam seu corpo e o que tiver para dar. Revertem o jogo, te dominam, te tornam dependente e te mostram a sua verdadeira face e sem nenhuma piedade quando você não serve mais vão embora, te tornam amiga por migalhas ou o cadastro dos seus momentos de exílio.

Ah... Porque até mesmo nossos cruéis Tenórios sofrem de solidão...



(Texto dedicado a um maldito Tenório que partiu meu coração.) 
By: Jéssica Florentino